Miscelânea - mistura de variadas compilações literárias, mistura de coisas diversas; mixórdia; confusão, amontoamento; salgalhada.(segundo o dicionário Aurélio). A valorização das identidades culturais na vida urbana é um desafio importante na metrópole paulistana para o reconhecimento de seus habitantes entre si. A arquitetura e o urbanismo podem construir esse lugar. Criar os lugares de encontro, da memória, os lugares para a criação, o lugar de cada um e o lugar de todos.
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domingo, 28 de abril de 2019
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Diario de Itacaré
11-01-2019 - Chegada a Ilhéus e mais duas horas de viagem até a cidade de Itacaré, viagem bonita estrada boa, mata preservada no caminho de Serra Grande e Uruçuca. Conheci a praia das Conchas e vi o por do sol no Xeréu. Andei a orla da cidade até quase o centro, mas, voltei pela Passarela da Vila onde jantei já bastante cansada. À tarde, antes do jantar comi um acarajé no caminho.
12-01–2019 - Resolvi conhecer melhor a Praia das Conchas, pequena caminhada para ver a pesca de rede e o Farol. Comi o acarajé da Bete. Chega de acarajé. Almoço, uma moqueca com banana da terra, meia porção foi demais. O pirão estava gostoso. Muito dendê.
13-01-2019 - Praia do Resende, a mais gostosa de areia branca, o único comércio existente é a presença dos ambulantes, sem restaurante. Preços honestos. Almoço depois um pouco mequetrefe num restaurante na Pituba e banho na Praia das Conchas à tardinha, a paisagem lá é linda. À noite fui conhecer o crepe da Therese que só abre no período entre 17:30 até 22:30. Caro, mas, gostoso, um pouco oleoso para o meu gosto mas era feito de trigo sarraceno.
14-01-2019 - Praia da Ribeira, gostosa, mas restrita aos restaurantes, caros para vir e comer sozinha, a praia muito pequena. Deu pra desenhar mas a chuva me interrompeu e depois abriu o sol de novo. Aperitivo, uma casquinha de siri. O almoço na Ribeira foi bobó de camarão, muito azeite de dendê, bem servida a meia porção, banho no fim da tarde na praia das Conchas e desenho do farol. Descanso depois do banho na rede lendo Hereges de Padura. Jantar no Jiló, restaurante turístico com culinária diferente em frente à orla dos pescadores e da pelada na praia rolando ainda às 21:30. Orla um pouco suja e descuidada. Corre solto o desmatamento da orla das praias pelos hotéis e loteamentos. Muitos empresários de fora da Bahia, de São Paulo, Rio de Janeiro, etc.
Restaurante Jiló meio sofisticado no cardápio, mas, de qualidade. De uma mesa ao lado um pai dizendo para os filhos, “não existe bonito ou feio, melhor ou pior, tudo depende do contexto“. Achei simpático.
15-01-2019 - passeio pela cidade no centro histórico, pequeno com casarões e a igreja preservados. Disse-me o dono da galeria de arte que tudo foi construído pelos jesuítas sem mão de obra escrava. Que o pequeno morro foi feito por eles com três muros de arrimos para proteger a igreja. A vista para o Rio das Contas é bonita, mas, algumas árvores plantadas sem planejamento impedem a visão linda do Rio e do Farol. Perambulei pelo centro entrei na galeria de arte um casarão bonito e descolado. Andei bastante e depois fui tomar um banho de mar na praia das Conchas. Tomei banho e pedi comida no hotel mas pra variar muita comida pra mim. Depois vi um pouco de tv e dormi cedo acordei no meio da noite e voltei a dormir, quase perdi o café da manhã e não li nenhum capitulo do livro.
16-01-2019 praia do Resende enfrentei o sol e caminhei até aqui. O pessoal da barraca lembrou de mim e me deu toda atenção. Hoje vou passar na agência e perguntar sobre o passeio de Itacarezinho e da Cachoeira de Tijuípe. Tudo muito caro e privatizado. O Brasil das elites e das migalhas para a classe média. Comprei artesanato numa loja e dei de cara com um jovem artista que fazia escritos em madeira e pintava quadrinhos de madeira e azulejo. Fiz ele assinar os que comprei. Mas, não deve ganhar nada por sua arte, talvez um pequeno salário da loja. A melhor do dia, o dono da Natura comprou todas as terras das praias rurais, daqui até Serra Grande. Só se acessa algumas pagando o dia nos resorts e proíbem os jovens que vendem sanduíche na praia.
17-01-19. Fiquei na praia das Conchas para descansar do sol e de andar tanto para aguentar o passeio das praias amanhã.
Almoço na barraca da pousada. Fiz três desenhos na praia, dois do farol. Muita gente fica curiosa sobre os desenhos e vem elogiar, quase como pedir um autógrafo para um artista de TV. Interessante esse interesse pela arte do fazer.
Jantar no restaurante novo da praça do cachorros, o serviço complicado, o peixe veio cru, empresários de Minas, vindo de Brasília. Mas, foram gentis e corrigiram o prato. Contratei o passeio na agência. E acho que é melhor pois não é fácil o percurso.
18-01-2019 - Acordei algumas vezes à noite preocupada em descansar para o passeio, mas, acordei no horário combinado e deu tudo certo, café da manhã e a primeira trilha para a praia da Engenhoca. Os guias foram ótimos, (Vítor e Adeilson vulgo Paçoca) dois rapazes de Itacaré simpáticos e brincalhões conhecem tudo da mata. A praia linda e o Rio também, explicaram do investimento do grupo japonês e de um tal de Luciano mineiro dono da fazenda da mata. Empreendimento parado e se deteriorando, muito concreto, obra embargada. Paraíso particular para ricos.
Aula sobre o dendê fresco e o caroço velho. Aproveita-se tudo até para limpar pista de aviação. Os guias aqui na praia do Havaizinho estão jogando uma pelada. Tomo cuidado na caminhada e já os alertei sobre minha idade e foram muito gentis. Tem criança no grupo, gente do Rio, Goiás, Espírito Santo, Bahia e só eu de São Paulo. Eles brincam dizendo Axé e a resposta tem que ser Bahia, brincam o tempo todo. E ensinam sobre a mata e todos os tipos de palmito, juçara, pupunha, pati, açaí e dendê. Uma música chata de um grupo de quatro rapazes turistas incomodou na praia do Havaizinho. Trilha novamente pelas pedras e depois praia da Gamboa , linda mas não se recomenda o banho por causa das pedras. Depois subimos a trilha de Itacarézinho a subida mais difícil e mais íngreme do morro, um garoto forte de 16 anos com a mãe carregou minha mochila, mas a descida também foi difícil no primeiro trecho, mas, a vista deslumbrante e a chegada na praia suave. Essa é a maior praia de mar aberto que vai até Ilhéus, um azul lindo e temperatura muito agradável só precisa tomar cuidado com as ondas. A areia fervendo pois chegamos lá por volta de 13 horas. Ficamos por ali durante uma hora e depois a van nos pegou no estacionamento e levou para a cachoeira de Tijuípe, linda, muita gente mas o restaurante sofrível, e a cachoeira impossível pra mim de entrar sozinha, pois escorrega por causa do musgo verde. Voltamos para as pousadas muito cansados, fiquei aqui até a hora do jantar e resolvi ir e voltar de táxi para a Pituba. Comi um quindim pequeno depois do jantar e fui descansar, tentei ver mais de um episódio da série, mas, dormi já 23:30.
19-01-2019 - Acordei cedo no sábado com o propósito de ficar por aqui nas conchas e desenhar na praia, fiz alguns desenhos, li, tomei sol e conversei com a colega de excursão, capixaba que está sozinha também e veio me visitar na praia, moça simpática que gostava muito de tirar Self e um pouco exigente também.
Acompanhei o fim da tarde na praia, o ritual de fechamento das barracas e a luz no céu mudando com o por do sol lá na ponta do Xeréu. Tons de Rosa e azul no céu lembravam "as meninas" do Velásquez. E o farol se destacando com um branco nacarado combinando com o cinza e branco das nuvens tocadas pelo sol. E a lua foi surgindo e, claro, não consegui fotografá-la como eu a via. Tentei desenhar de memória depois as cores do céu, do farol e do mar no escuro da noite. O farol virou um corpo escuro quase preto na sombra, a lua espalhando o branco riscado no mar, mas, o surpreendente eram as nuvens que pareciam um corpo denso flutuante sobre o mar iluminadas. Lindo, vim fazer o desenho das cores que vi e deitar feliz. Fiquei na rede por uma hora e dormi, mas, acordei enjoada. Entrei, vim deitar e comecei a passar mal com o gosto da moqueca que tinha sobrado do almoço. Vomitei varias vezes, dormia melhor e acordava enjoada. Penso que o que me fez mal foi uma cocada com cacau que comi na praia.
20-01-2019- Foi assim até 7:40 da manhã dormindo picado. Aí comuniquei a pousada via WhatsApp e eles foram super atenciosos . Fiquei deitada tomando água de coco. Melhorei no fim da tarde desci um pouco do quarto, um pouco fraca pelo jejum e tomei mais um lanche e me recolhi de novo, vi alguns episódios de uma série e adormeci cedo.
21-01-2019 - Dormi bem e de manhã, quando vi o tempo, resolvi fazer o passeio de barco para a cachoeira do Calandro. O barco vai pelo mar e passei praticamente ao lado do farol e pude fotografá-lo de perto, depois fomos em direção ao Rio de Contas e o encontro das águas balança um pouco a lancha, mas logo subimos o Rio e o barco faz mais esforço pois vai contra a correnteza. Vi a cidade, a igreja a partir do Rio, linda a cidadezinha no meio da vegetação exuberante. Logo vimos uma ilha que divide o Rio e vimos os criadouros de ostras, logo adiante chegamos ao Rio do Engenho afluente do Rio das Contas e aí logo entramos no túnel do mangue. Incrível como o mangue é alto, e aí o barqueiro foi conduzindo o barco por 1,5 km com o remo pois a maré estava baixa e a água estava com pouca profundidade para ligar o motor. Aí o espetáculo da natureza foi apresentando a vida no mangue. Milhares de caranguejos das mais variadas espécies, tamanhos e cores. Consegui filmar alguns e fotografar mas eles se movem o tempo todo e se entocam. Vivem de comer vegetação nativa. Lindo são as raízes das árvores que se ramificam formando uma trama por onde os caranguejos se escondem e circulam. Alguns caranguejos são pegos para vender para os restaurantes. Os coqueiros se misturam ao mangue e vimos um coqueiro de gêmeos cujos dois produzem coco, eu diria que eles eram xipofagos. Vimos um pássaro cuidando de seu ninho que só se alimenta de peixes. Os caranguejos são de variadas cores, azul, vermelho preto-e-branco. Engraçado que não senti insetos me picarem em nenhum momento, apesar do meio da mata. Subimos esse pequeno Rio até as pedras da cachoeira onde tem uma pequena venda. Fazem chocolate caseiro com cacau e açúcar. Achei um pouco doce demais e resolvi não comprar. A entrada na cachoeira custa quinze reais e vai se subindo pelas pedras com uma corda acompanhando todo o percurso. O barqueiro nos orientou e fez uma demonstração no segundo poço de como poderíamos entrar na água, eu e o casal de Vitória da Conquista que fez o passeio comigo. Dessa vez fui mais esperta e entrei na água com alpargatas o que me deu mais segurança, da próxima vez vou levar o meu sapato de hidroginástica. Pude chegar até a queda d’água e foi uma delícia apesar de um pouco de medo. Mas o barqueiro me explicou e deu segurança. Depois eu e o casal ficamos só e conseguimos voltar até o barco na beira do Rio . Voltamos com a maré alta cobrindo boa parte das raízes das árvores e já com o motor ligado saímos e descemos o Rio até novamente o Rio de Contas até chegar no mar, agora descendo a favor da correnteza até o encontro das águas do mar margeando a praia da Coroinha. O barco bate mais forte com as ondas mesmo com o mar calmo e chegamos rápido à beira da praia das Conchas. Um passeio top esse pelo mangue. Puro aprendizado. Minha coragem seguiu a intuição da confiança nos nativos. Almocei na volta na pousada e conclui um desenho com água. Conheci a capa do livro do Pablo Neruda com o farol de Itacaré e conversei um pouco com os donos, a pousada Piratas foi a primeira de Itacaré há mais de 20 anos. À noitinha a surpresa da lua nascendo no mar
Fui corajosa para os meus padrões e fiz bem em vir pra Itacaré por esses passeios e a paisagem linda da praia das Conchas e o acolhimento da pousada.
O povo baiano é sim acolhedor.
Não consigo tirar da minha cabeça a música “Bahia minha preta” que a Gal Costa canta e a música do Gil “toda menina baiana tem um jeito que Deus dá”
22-01-2019 - primeiro ato hoje foi me despedir da paisagem, da praia e do farol que estavam lindos sob o sol e o frescor da manhã por volta de 7:45 hora local, olhei com persistência para levar esse bom humor e essa paz comigo pra São Paulo, minha terra querida.
O tempo todo em Itacaré pensava que o povo da terra devia conseguir gerir e ser dono dos negócios do turismo, e cada um deve poder viver, se quiser, onde nasceu com dignidade.
O Brasil há de se tornar uma terra assim, estávamos indo por esse caminho e na Bahia se sente essa consciência mas os percalços de agora serão vencidos pelo povo.
terça-feira, 8 de maio de 2018
Rio de Janeiro passagem 2017-2018
Estive no Rio de Janeiro na passagem de ano de 2017 para 2018 e me surpreendi pelas facilidades encontradas para ver os fogos em Copacabana. Fomos num grupo grande de metrô e tudo transcorreu da forma mais tranquila possível na ida e na volta.
Essa data pra mim parece mais importante que meu próprio aniversário apesar de pensar que são datas criadas pelos homens com um sentido de criar ilusões sobre as mudanças na vida. Não importa. Tenho as melhores lembranças de abraçar meu pai e minha mãe quando dava meia noite do dia 31 de dezembro. Gostava da São Silvestre à noite, marcava uma emoção aquele momento pois acabava um pouco antes da virada.
Lembro da voz grave da minha mãe cantando e puxando o coro : "Feliz Ano Novo, adeus ano velho, que tudo se realize no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender". Sempre me emocionei com esse momento e sempre chorei no ano novo. Esse ano foi diferente, só engasguei quando tentei cantar essa música para minha sobrinha lembrando de minha mãe.
Foi difícil entender que os filhos não são mais meus apêndices, são autônomos hoje, e adultos, seguem suas vidas. Mas, entendi, e vou tirar lições desse ano. Tinha medo dessa virada, minha mãe nos deixou em 2017 e a vida toma outro significado quando não se tem mais pai e mãe. Parece que crescemos pra valer desde então.
Essa data pra mim parece mais importante que meu próprio aniversário apesar de pensar que são datas criadas pelos homens com um sentido de criar ilusões sobre as mudanças na vida. Não importa. Tenho as melhores lembranças de abraçar meu pai e minha mãe quando dava meia noite do dia 31 de dezembro. Gostava da São Silvestre à noite, marcava uma emoção aquele momento pois acabava um pouco antes da virada.
Lembro da voz grave da minha mãe cantando e puxando o coro : "Feliz Ano Novo, adeus ano velho, que tudo se realize no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender". Sempre me emocionei com esse momento e sempre chorei no ano novo. Esse ano foi diferente, só engasguei quando tentei cantar essa música para minha sobrinha lembrando de minha mãe.
Foi difícil entender que os filhos não são mais meus apêndices, são autônomos hoje, e adultos, seguem suas vidas. Mas, entendi, e vou tirar lições desse ano. Tinha medo dessa virada, minha mãe nos deixou em 2017 e a vida toma outro significado quando não se tem mais pai e mãe. Parece que crescemos pra valer desde então.
domingo, 16 de abril de 2017
segunda-feira, 3 de abril de 2017
sexta-feira, 31 de março de 2017
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Cidade e espaço público - mudanças
Entrevista à Agência Brasil em 18-02-2016 sobre a cidade e a apropriação dos espaços públicos pela população.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Magia ao luar mais um filme delicioso de ver e aprender
Aprendi mais uma.
Uma reflexão sobre o dogmatismo, a intolerância e os preconceitos.
Uma reflexão sobre o dogmatismo, a intolerância e os preconceitos.
domingo, 7 de setembro de 2014
O sol do dia a dia
Sempre tomei sol. Desde que me tornei adolescente curtia tomar sol no quintal da minha casa no Campo Belo, quer dizer casa da minha mãe e do meu pai. Quando pude comprar um imóvel valorizei muito o espaço externo que serviu muito às brincadeiras do meu filho mais novo que só tinha três anos naquele momento, hoje ele está perto de fazer vinte e quatro anos. A casa pra mim era apenas um abrigo, um lugar de dormir e estudar. Hoje tenho passado muito do meu tempo em casa trabalhando mais do que antes, lendo, escrevendo e pesquisando.
E hoje desesperadamente senti falta do sol. O dia estava bonito e tinha o compromisso com alguns afazeres domésticos como abastecer a casa para a semana. Fiz isso cansada com essas tarefas, minha mãe tirava de letra tudo isso, organizada, tinha rotinas domésticas que mantinham a casa funcionando.
Consegui ficar ao sol por um tempo que me agradou.
Havia programado um almoço com meu filho onde hoje ele seria o Chef e eu a auxiliar de cozinha. Foi ótimo. Eu faço um arroz imbatível. Foi um almoço simples mas muito bom.
Um domingo para organizar a cabeça e a próxima semana, sem atividades externas.
Respirar e sentir o sol, uma rotina necessária. Mais uma que devo incorporar na vida.
E hoje desesperadamente senti falta do sol. O dia estava bonito e tinha o compromisso com alguns afazeres domésticos como abastecer a casa para a semana. Fiz isso cansada com essas tarefas, minha mãe tirava de letra tudo isso, organizada, tinha rotinas domésticas que mantinham a casa funcionando.
Consegui ficar ao sol por um tempo que me agradou.
Havia programado um almoço com meu filho onde hoje ele seria o Chef e eu a auxiliar de cozinha. Foi ótimo. Eu faço um arroz imbatível. Foi um almoço simples mas muito bom.
Um domingo para organizar a cabeça e a próxima semana, sem atividades externas.
Respirar e sentir o sol, uma rotina necessária. Mais uma que devo incorporar na vida.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Brasil X Alemanha, COPA 2014, o orgulho de ser brasileiro
Que pena! Só queria dar alegria ao meu povo, ver o a minha gente feliz, o meu povo feliz, peço desculpas. Foram as palavras de Davi Luiz. O melhor da seleção na minha opinião. Chorou sentido com a sinceridade de uma criança, com a sinceridade de um homem honrado que tinha uma missão e não conseguiu realiza-la.
Vibrei todos esses dias, com os jogos, com o melhor do futebol no mundo, com minha família, com meus filhos, com as crônicas do Veríssimo no jornal, que alegria o futebol! Somos milhões de técnicos.
Fui a um jogo pelo menos, na Arena Corinthians ver Argentina e Suíça.
Foi um dia de muita alegria, o caminho, o povo na rua cumprimentando os argentinos na entrada e na saída do estádio, o Luiz Roque e a Sofia que me entusiasmam com seu amor pelo futebol desde pequenos, companheiros de longas jornadas. Vocês foram a alegria dessa Copa. Obrigada por me envolverem nesse clima tão vibrante.
A Copa trouxe alegria ao Brasil. Deu tudo certo, o Brasil mostrou sua competência ao mundo. Está dando tudo certo pois ainda temos três jogos maravilhosos pela frente. E os estrangeiros que aqui estão experimentando a nossa hospitalidade, nossa simpatia e nossa ginga na vida, não se cansam de manifestar seu carinho ao Brasil. Eles também nos ensinam que não se deve ter preconceitos. Alguns se sentam lado a lado aos trabalhadores nos restaurantes populares como li hoje no jornal noticia sobre o Rio de Janeiro, acampam no terreirão do samba e no sambódromo em São Paulo.
Espero que os que tiveram oportunidade de ir aos estádios quebrem seus conceitos e preconceitos e se sentem também lado a lado nas ruas e praças junto com outros brasileiros não tão privilegiados.
A Alemanha foi melhor hoje e a lição que fica foi o trabalho coeso, coletivo, sem estrelismos. Foram discretos, generosos entre si, disciplinados e respeitosos com os brasileiros.
Gosto de nossos craques, Neymar carismático como sempre foi a marca de nosso futebol. Ainda ganhará uma copa junto com o Brasil. O que eu sinto é a perda da oportunidade dessa alegria no Brasil, lado a lado com os brasileiros anônimos.
Espero que o Brasil saia dessa copa com mais força no esporte, educação e cultura, a nossa cultura mais popular das ruas. Eu aprendi muito nessa copa sobre o esporte. As copas do mundo sempre ensinam muito.
Fica a tristeza pela derrota em campo, mas, fica também a vitória de congraçamento entre os povos num país sem divisionismos, sem lutas étnicas e sem guerra.
Que venham os holandeses, argentinos e alemães! Estamos entre os melhores do mundo.
Vibrei todos esses dias, com os jogos, com o melhor do futebol no mundo, com minha família, com meus filhos, com as crônicas do Veríssimo no jornal, que alegria o futebol! Somos milhões de técnicos.
Fui a um jogo pelo menos, na Arena Corinthians ver Argentina e Suíça.
Foi um dia de muita alegria, o caminho, o povo na rua cumprimentando os argentinos na entrada e na saída do estádio, o Luiz Roque e a Sofia que me entusiasmam com seu amor pelo futebol desde pequenos, companheiros de longas jornadas. Vocês foram a alegria dessa Copa. Obrigada por me envolverem nesse clima tão vibrante.
A Copa trouxe alegria ao Brasil. Deu tudo certo, o Brasil mostrou sua competência ao mundo. Está dando tudo certo pois ainda temos três jogos maravilhosos pela frente. E os estrangeiros que aqui estão experimentando a nossa hospitalidade, nossa simpatia e nossa ginga na vida, não se cansam de manifestar seu carinho ao Brasil. Eles também nos ensinam que não se deve ter preconceitos. Alguns se sentam lado a lado aos trabalhadores nos restaurantes populares como li hoje no jornal noticia sobre o Rio de Janeiro, acampam no terreirão do samba e no sambódromo em São Paulo.
Espero que os que tiveram oportunidade de ir aos estádios quebrem seus conceitos e preconceitos e se sentem também lado a lado nas ruas e praças junto com outros brasileiros não tão privilegiados.
A Alemanha foi melhor hoje e a lição que fica foi o trabalho coeso, coletivo, sem estrelismos. Foram discretos, generosos entre si, disciplinados e respeitosos com os brasileiros.
Gosto de nossos craques, Neymar carismático como sempre foi a marca de nosso futebol. Ainda ganhará uma copa junto com o Brasil. O que eu sinto é a perda da oportunidade dessa alegria no Brasil, lado a lado com os brasileiros anônimos.
Espero que o Brasil saia dessa copa com mais força no esporte, educação e cultura, a nossa cultura mais popular das ruas. Eu aprendi muito nessa copa sobre o esporte. As copas do mundo sempre ensinam muito.
Fica a tristeza pela derrota em campo, mas, fica também a vitória de congraçamento entre os povos num país sem divisionismos, sem lutas étnicas e sem guerra.
Que venham os holandeses, argentinos e alemães! Estamos entre os melhores do mundo.
sexta-feira, 14 de março de 2014
As mulheres jovens da cidade
Lutam todos os dias pelas ruas da cidade.
Correm com as tarefas domésticas.
Correm para trabalhar.
Lutam para educar os filhos.
Lutam para proteger a família transformada nos dias de hoje.
São as mães e os filhos superando desafios.
São as mães mulheres lutando pelo seu sustento.
São as mulheres que superam as tristezas e decidem pela alegria de viver.
Minha mãe dizia que criamos os filhos para o mundo.
Mas só consegue esse desprendimento quem vê seu filho seguro, independente e com autonomia,
a autonomia de decidir.
Isso se constrói com a liberdade de expressão, com a exposição dos conflitos e diálogo entre gerações, sem preconceitos, acompanhando as mudanças do mundo e com o companheirismo dos homens.
As mulheres tem força para o trabalho, para os filhos e para a luta.
Falta a liberdade no espaço onde vivem.
Liberdade para circular.
Respeito e paz nos ônibus, nos trens, nos bares, nas festas ou nos espaços públicos.
Saúde durante sua juventude.
Escolha quanto à sua maternidade.
Igualdade significa decidir livremente e ser respeitada em suas decisões.
O dia das mulheres é internacional, as questões femininas estão nos países pobres e ricos, um dia de luta pois há muito por mudar e fazer.
Correm com as tarefas domésticas.
Correm para trabalhar.
Lutam para educar os filhos.
Lutam para proteger a família transformada nos dias de hoje.
São as mães e os filhos superando desafios.
São as mães mulheres lutando pelo seu sustento.
São as mulheres que superam as tristezas e decidem pela alegria de viver.
Minha mãe dizia que criamos os filhos para o mundo.
Mas só consegue esse desprendimento quem vê seu filho seguro, independente e com autonomia,
a autonomia de decidir.
Isso se constrói com a liberdade de expressão, com a exposição dos conflitos e diálogo entre gerações, sem preconceitos, acompanhando as mudanças do mundo e com o companheirismo dos homens.
As mulheres tem força para o trabalho, para os filhos e para a luta.
Falta a liberdade no espaço onde vivem.
Liberdade para circular.
Respeito e paz nos ônibus, nos trens, nos bares, nas festas ou nos espaços públicos.
Saúde durante sua juventude.
Escolha quanto à sua maternidade.
Igualdade significa decidir livremente e ser respeitada em suas decisões.
O dia das mulheres é internacional, as questões femininas estão nos países pobres e ricos, um dia de luta pois há muito por mudar e fazer.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Patrimônio e meio ambiente – o custo de intervenções conscientes
Dois temas da atualidade no Brasil e no mundo tem sido objeto dos embates entre desenvolvimento e preservação do patrimônio histórico e do meio ambiente.
Os conflitos surgem do alto grau de urbanização que chegaram as sociedades contemporâneas. Decorrente desse processo encontra-se a necessidade de infraestrutura e crescimento econômico para atender as demandas por serviços e o anseio das comunidades por recuperar sua identidade com os seus “lugares” de viver.
No caso do meio ambiente fala-se em um aumento de 30% no custo das obras de proteção contra os impactos ambientais provocados por elas.
Evidentemente, esta cifra não pode ser generalizada, pois, orçamentos de obras são elementos específicos condicionados ao detalhamento das condições locais, preço de mão de obra, acesso a materiais, e particularmente dos projetos.
Deve-se ainda descontar o ônus gerado pela prática dos governos de licitar obras sem os respectivos projetos executivos que visam prever todos os detalhes necessários e os custos cujo próprio nome já diz, de executar as obras.
Se eliminarmos os fatores que geram um adicional aos custos das obras, mesmo assim as exigências ambientais vão aumentar seus custos. Para que este impacto não gere a ideia distorcida que a preservação ambiental atrapalha o desenvolvimento é necessário que os governantes e os empresários valorizem a prática de planejamento e de elaboração de projetos com a antecedência exigida para adequar os projetos ao meio ambiente de cada localidade, dentro de um conceito abrangente que inclua as populações envolvidas.
O problema da preservação do patrimônio histórico exige também uma abordagem abrangente que envolva o patrimônio construído e o imaterial que inclui a memória das comunidades quanto a vivencia, quanto à paisagem e aos usos que ela deseja verem preservados.
As cidades de um modo geral guardam relíquias construídas que significam muito para seus moradores, pois os remetem a tempos áureos da formação e vitalidade do seu momento de fundação ou de grande pujança econômica.
Nas metrópoles, há um sentimento semelhante, pois a velocidade de mutação da paisagem faz com que o crescimento do sentimento de perdas afetivas se expresse às vezes de maneira subjetiva, às vezes com a defesa de bens construídos sem muita certeza do que podem significar. Nesse caso, às vezes preservar a paisagem significa um anseio por um retorno a uma vida gregária que a excessiva verticalização urbana afasta cada vez mais das comunidades.
Novamente aqui se coloca o problema do planejamento e do projeto. Nem tudo pode, deve ou merece ser preservado numa metrópole que possui gigantescos problemas de infraestrutura, serviços e habitação. Mas, há um grande potencial ocioso, fruto da dinâmica econômica e empobrecimento, sendo necessária a identificação dos espaços com os quais a sociedade se identifica para incluí-los no processo de desenvolvimento, planejamento e crescimento das cidades.
É o custo de reconquistar a integração do tecido social urbano, humanizar a cidade e acabar com o “apartheid” entre bairros, populações, trabalhadores e governantes. Assim mudaria o conceito do que é uma obra cara.
Os conflitos surgem do alto grau de urbanização que chegaram as sociedades contemporâneas. Decorrente desse processo encontra-se a necessidade de infraestrutura e crescimento econômico para atender as demandas por serviços e o anseio das comunidades por recuperar sua identidade com os seus “lugares” de viver.
No caso do meio ambiente fala-se em um aumento de 30% no custo das obras de proteção contra os impactos ambientais provocados por elas.
Evidentemente, esta cifra não pode ser generalizada, pois, orçamentos de obras são elementos específicos condicionados ao detalhamento das condições locais, preço de mão de obra, acesso a materiais, e particularmente dos projetos.
Deve-se ainda descontar o ônus gerado pela prática dos governos de licitar obras sem os respectivos projetos executivos que visam prever todos os detalhes necessários e os custos cujo próprio nome já diz, de executar as obras.
Se eliminarmos os fatores que geram um adicional aos custos das obras, mesmo assim as exigências ambientais vão aumentar seus custos. Para que este impacto não gere a ideia distorcida que a preservação ambiental atrapalha o desenvolvimento é necessário que os governantes e os empresários valorizem a prática de planejamento e de elaboração de projetos com a antecedência exigida para adequar os projetos ao meio ambiente de cada localidade, dentro de um conceito abrangente que inclua as populações envolvidas.
O problema da preservação do patrimônio histórico exige também uma abordagem abrangente que envolva o patrimônio construído e o imaterial que inclui a memória das comunidades quanto a vivencia, quanto à paisagem e aos usos que ela deseja verem preservados.
As cidades de um modo geral guardam relíquias construídas que significam muito para seus moradores, pois os remetem a tempos áureos da formação e vitalidade do seu momento de fundação ou de grande pujança econômica.
Nas metrópoles, há um sentimento semelhante, pois a velocidade de mutação da paisagem faz com que o crescimento do sentimento de perdas afetivas se expresse às vezes de maneira subjetiva, às vezes com a defesa de bens construídos sem muita certeza do que podem significar. Nesse caso, às vezes preservar a paisagem significa um anseio por um retorno a uma vida gregária que a excessiva verticalização urbana afasta cada vez mais das comunidades.
Novamente aqui se coloca o problema do planejamento e do projeto. Nem tudo pode, deve ou merece ser preservado numa metrópole que possui gigantescos problemas de infraestrutura, serviços e habitação. Mas, há um grande potencial ocioso, fruto da dinâmica econômica e empobrecimento, sendo necessária a identificação dos espaços com os quais a sociedade se identifica para incluí-los no processo de desenvolvimento, planejamento e crescimento das cidades.
É o custo de reconquistar a integração do tecido social urbano, humanizar a cidade e acabar com o “apartheid” entre bairros, populações, trabalhadores e governantes. Assim mudaria o conceito do que é uma obra cara.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
6000 é um número bonito
6000 visitas no último dia do ano é algo gratificante. Identidade que se encontra via internet.
Talvez seja uma boa conquista nesse aspecto divulgar ideias que encontram eco em algum lugar. Não tenho pretensões por essa via, apenas escrever e deixar registrado aquilo que me toca. Sentimentos, olhares e reflexões. Um bom ano certamente eu terei em 2014. Desejo o mesmo a todos.
Talvez seja uma boa conquista nesse aspecto divulgar ideias que encontram eco em algum lugar. Não tenho pretensões por essa via, apenas escrever e deixar registrado aquilo que me toca. Sentimentos, olhares e reflexões. Um bom ano certamente eu terei em 2014. Desejo o mesmo a todos.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Fim de ano, feliz ano novo
Viver a vida já é uma batalha diária.
Mas viver o fim de ano com as festas que trazem ausências doídas é tarefa hercúlea.
Parece uma barreira do som e da luz que tenho que passar.
Sobrevivi.
Estou me reorganizando para viver os momentos, mais do que viver os sonhos, que são só sonhos, materialidade da mente.
Melhor será viver cada dia, cada conquista e deixar para trás o que não se pode mudar.
Tarefa difícil pra mim que sou guerreira por natureza, inconformada, obstinada pelos meus sonhos e contra as injustiças da vida.
Mas a vida dos sentimentos é fruto da vontade dos homens e esta ninguém de fora pode mudar.
Por isso afastar da mente os sonhos impossíveis é uma forma de viver a justa medida da vida com as suas mãos e suas próprias pernas e esquecer a terceira perna. Como diz Clarice Lispector, não se pode andar com três pernas. Viver no justo corpo que nos cabe como o balé de Pina Bausch.
Feliz ano novo a todos os meus amigos, filhos queridos, irmãos e sobrinhos.
Mas viver o fim de ano com as festas que trazem ausências doídas é tarefa hercúlea.
Parece uma barreira do som e da luz que tenho que passar.
Sobrevivi.
Estou me reorganizando para viver os momentos, mais do que viver os sonhos, que são só sonhos, materialidade da mente.
Melhor será viver cada dia, cada conquista e deixar para trás o que não se pode mudar.
Tarefa difícil pra mim que sou guerreira por natureza, inconformada, obstinada pelos meus sonhos e contra as injustiças da vida.
Mas a vida dos sentimentos é fruto da vontade dos homens e esta ninguém de fora pode mudar.
Por isso afastar da mente os sonhos impossíveis é uma forma de viver a justa medida da vida com as suas mãos e suas próprias pernas e esquecer a terceira perna. Como diz Clarice Lispector, não se pode andar com três pernas. Viver no justo corpo que nos cabe como o balé de Pina Bausch.
Feliz ano novo a todos os meus amigos, filhos queridos, irmãos e sobrinhos.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Conselho Participativo e uma cidade mais humana
Escrevo para agradecer e comunicar que fui eleita como Conselheira para a Subprefeitura da Vila Mariana, junto com outros lutadores por uma cidade mais humanizada, mais justa e mais solidária. Esperamos contribuir com propostas para melhorar o nosso cotidiano e tornar nossa cidade nosso "lugar de aconchego".
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Movimento
Descobri o prazer de me movimentar na água e no sol. Duas grandes paixões.
A retomada constante de cuidar da saúde é um desafio para que eu possa usufruir do que a vida me oferece.
Vou devagar agora, desacelerando, mas, criando raízes, buscando as profundezas do conhecer.Aprofundando como se cava um buraco no solo e se sente a humidade, o vai e vem das formigas e o mundo da fantasia que meu pai contava em seu livro-memória, "Porangaba e meus Parceiros".
Recusar o disperso não significa abandonar o solidário.
Significa dar consistência para o conhecimento da vida, dos homens , das cidades, das estórias e da história. Dar um passo a diante.
Agora distante dele vejo que meu pai não fazia muitas coisas, era um caipira capaz de passar horas observando a fumaça de seu cigarro, as vezes cigarro de palha, que ele tinha orgulho de exibir como hábito não perdido na cidade grande, e curtindo os pássaros no seu quintal. Me lembra o quadro de Almeida Júnior, "O Caipira picando fumo" da Pinacoteca.
Mas era um homem profundo e realizou seu sonho de publicar um livro, deixar seu legado. Massageava o pezinho de cada neto que nascia como um remédio para acalmar as crianças.
A retomada constante de cuidar da saúde é um desafio para que eu possa usufruir do que a vida me oferece.
Vou devagar agora, desacelerando, mas, criando raízes, buscando as profundezas do conhecer.Aprofundando como se cava um buraco no solo e se sente a humidade, o vai e vem das formigas e o mundo da fantasia que meu pai contava em seu livro-memória, "Porangaba e meus Parceiros".
Recusar o disperso não significa abandonar o solidário.
Significa dar consistência para o conhecimento da vida, dos homens , das cidades, das estórias e da história. Dar um passo a diante.
Agora distante dele vejo que meu pai não fazia muitas coisas, era um caipira capaz de passar horas observando a fumaça de seu cigarro, as vezes cigarro de palha, que ele tinha orgulho de exibir como hábito não perdido na cidade grande, e curtindo os pássaros no seu quintal. Me lembra o quadro de Almeida Júnior, "O Caipira picando fumo" da Pinacoteca.
Mas era um homem profundo e realizou seu sonho de publicar um livro, deixar seu legado. Massageava o pezinho de cada neto que nascia como um remédio para acalmar as crianças.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Amizade
Hoje a tristeza quase quis tomar conta da minha vida. Empurrei ela pra lá. Não deixei, busquei uma saída das melhores que poderia encontrar, estar com amigos. Amigos que não querem nada em troca, só estar junto, e conversar. As nuvens e o frio passaram ao largo desse dia caloroso.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
O Céu de São Paulo
O céu está especialmente limpo agora à noite.
Queria saber o nome das estrelas.
Meu pai saberia o de algumas.
Fui buscar um mapa e achei um on-line, mas, ele se apresenta invertido com relação à posição da minha janela. E não sei como seria a posição certa.
Sei quais são as Três Marias e sua posição vai a caminho de se esconder ao sudoeste de minha janela noite adentro.
Mas, o vento continua suave e animador.
Como queria saber o nome das estrelas.
Lembrei-me que meu primeiro sonho de criança era ser astronauta.
Alguém me disse, acho que meu pai, com muita delicadeza, que seria necessário ter a visão perfeita e que talvez eu não passasse nesse teste por usar óculos desde os quatro anos de idade.
Foi a primeira mudança de rumo à qual tive que me adaptar, acho que aí me tornei um pouco flexível na vida.
Mas, eu ainda queria saber o nome das estrelas que vejo.
Queria saber o nome das estrelas.
Meu pai saberia o de algumas.
Fui buscar um mapa e achei um on-line, mas, ele se apresenta invertido com relação à posição da minha janela. E não sei como seria a posição certa.
Sei quais são as Três Marias e sua posição vai a caminho de se esconder ao sudoeste de minha janela noite adentro.
Mas, o vento continua suave e animador.
Como queria saber o nome das estrelas.
Lembrei-me que meu primeiro sonho de criança era ser astronauta.
Alguém me disse, acho que meu pai, com muita delicadeza, que seria necessário ter a visão perfeita e que talvez eu não passasse nesse teste por usar óculos desde os quatro anos de idade.
Foi a primeira mudança de rumo à qual tive que me adaptar, acho que aí me tornei um pouco flexível na vida.
Mas, eu ainda queria saber o nome das estrelas que vejo.
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