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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Solidariedade e desenvolvimento

Impossível haver desenvolvimento sem solidariedade. Não é aceitável que alguém se ache melhor que outro porque estudou ou teve uma vida mais generosa devido a seus antecedentes.
Hoje conversei com uma pessoa que me ajuda, sobre o sentido que teve na nossa formação a privação na infância de alguns consumos e o rigor de princípios na divisão da comida entre irmãos realizada pela mãe. No uso de roupas usadas por irmãos mais novos pois os recursos não permitia a individualidade no consumo.
Concluímos que essa matriz nos deu garra para a vida, mas nos ensinou que se conquista aquilo pelo qual se luta, pelo caminho do esforço, do trabalho, e principalmente, que é possível viver com o essencial da vida. Nos ensinou a ver além da família, do núcleo da casa, e enxergar o mundo maior.
Nos ensinou a sermos solidários entre irmãos e com os vizinhos, os outros brasileiros.


Gostei de refletir sobre isso.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Domingo é dia de votar - eleições 2014 - eu tenho uma sugestão

ELEIÇOES 2014
Faltam só 3 dias para as eleições e a sociedade reclama muito do poder executivo, mas, esquece que o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas é que votam, aprovam e vetam as leis de interesse do povo. São os deputados federais, os senadores e os deputados estaduais que decidem a maior parte dos assuntos que nos afetam cotidianamente, além dos vereadores também em cada cidade.a
Parece óbvio, mas, quantas pessoas já escolheram seus candidatos de forma consci...ente e criteriosa?
 
Eu tenho uma sugestão.
 
Meus candidatos: para Deputado Federal Orlando Silva, 6565, jovem e experiente na administração pública e com coragem para lutar pelos interesses nacionais e dos trabalhadores, e para Deputada Estadual, Ana Martins 65611, uma mulher de luta que conheço há mais 20 anos que não esmorece nunca.

São Paulo precisa mudar, não pode mais continuar sem água, sem segurança e sem educação esse não é o espirito dessa terra de gente desbravadora.

Vou com Dilma, Padilha, Nivaldo Santana e Suplicy para que o Brasil aprofunde as mudanças necessárias para eliminar a concentração de renda que só atravanca nosso desenvolvimento.

Esse é o meu lado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Os estudantes e a política sem medo na Universidade

Hoje fui assistir à cerimônia de posse do Centro Acadêmico João Mendes Junior da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie. Fui convidada pelo meu filho que faz parte da chapa eleita.
Foi uma cerimônia simples mas com muito significado para os jovens que se empenharam para ali estar.
O significado foi sendo preenchido com as falas dos diversos convidados à mesa.
O professor Alysson Mascaro, professor da USP,  e também do Mackenzie contou a história de Luiz Gama o primeiro estudante de direito negro a frequentar a São Francisco e expulso dessa faculdade pelos filhos da elite dominante à época.
E não foi à toa que o Professor Mascaro fez menção a este fato triste da história da USP e sua Faculdade de Direito. A diretora geral eleita, Tamires Gomes Sampaio, do Centro Acadêmico do Direito no Mackenzie é a primeira mulher negra a ocupar esse cargo nos sessenta anos de existência daquela entidade e rompendo barreiras a chapa conseguiu envolver um grande número de eleitores.
E mais do que isso uma jovem bolsista do Prouni, batalhadora.
Sinal de mudança no Brasil.
Uma mudança que custou muitas vidas e muitas lágrimas como disse o professor Mascaro alertando para o risco de o neoliberalismo  ainda não ter sido banido no Brasil.
Daí a importância dos jovens na política.
Os jovens da chapa eleita decidiram participar do processo politico da vida acadêmica, pois entenderam que não basta estudar sem estar em movimento junto com a realidade e a sociedade.
Mas o fato mais interessante que me chamou a atenção foi a relação entre a entidade estudantil e a escola, o fato de o diretor da escola, o professor doutor José Francisco Siqueira Neto prestigiar o evento e se colocar à disposição para o diálogo permanente, num clima de respeito mútuo.
O fato de os alunos serem tratados como o centro das atenções e sua atividade política não ser hostilizada pela instituição acadêmica e não impedir o compromisso dos jovens com estudo e futuramente poderem cumprir com sua função social.
Este exemplo me fez pensar que é preciso se recompor as relações da comunidade acadêmica na USP onde parece que há um esgarçamento dessas relações.
Gostei de ouvir do diretor do direito do Mackenzie, que mais alunos são sempre bem vindos.
Espera-se que mais jovens no Brasil tenham acesso ao ensino superior, com a devida responsabilidade da estrutura necessária para atender docentes e alunos, que se deseja mais professores educadores do que "aulistas", que as Universidades, principalmente as públicas cumpram seu papel no desenvolvimento nacional e não se transformem em ferramentas apenas para atender os interesses privados do mercado.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Brasil X Alemanha, COPA 2014, o orgulho de ser brasileiro

Que pena! Só queria dar alegria ao meu povo, ver o a minha gente feliz, o meu povo feliz, peço desculpas. Foram as palavras de Davi Luiz. O melhor da seleção na minha opinião. Chorou sentido com a sinceridade de uma criança, com a sinceridade de um homem honrado que tinha uma missão e não conseguiu realiza-la.

Vibrei todos esses dias, com os jogos, com o melhor do futebol no mundo, com minha família, com meus filhos,  com as crônicas do Veríssimo no jornal, que alegria o futebol! Somos milhões de técnicos.


Fui a um jogo pelo menos, na Arena Corinthians ver Argentina e Suíça.
Foi um dia de muita alegria, o caminho, o povo na rua cumprimentando os argentinos na entrada e na saída do estádio, o Luiz Roque e a Sofia que me entusiasmam com seu amor pelo futebol desde pequenos, companheiros de longas jornadas. Vocês foram a alegria dessa Copa. Obrigada por me envolverem nesse clima tão vibrante.


A Copa trouxe alegria ao Brasil. Deu tudo certo, o Brasil mostrou sua competência ao mundo. Está dando tudo certo pois ainda temos três jogos maravilhosos pela frente. E os estrangeiros que aqui estão experimentando a nossa hospitalidade, nossa simpatia e nossa ginga na vida, não se cansam de manifestar seu carinho ao Brasil. Eles também nos ensinam que não se deve ter preconceitos. Alguns se sentam lado a lado aos trabalhadores nos restaurantes populares como li hoje no jornal noticia sobre o Rio de Janeiro, acampam no terreirão do samba e no sambódromo em São Paulo.


Espero que os que tiveram oportunidade de ir aos estádios quebrem seus conceitos e preconceitos e se sentem também lado a lado nas ruas e praças junto com outros brasileiros não tão privilegiados.


A Alemanha foi melhor hoje e a lição que fica foi o trabalho coeso, coletivo, sem estrelismos. Foram discretos, generosos entre si,  disciplinados e respeitosos  com os brasileiros.


Gosto de nossos craques, Neymar carismático como sempre foi a marca de nosso futebol. Ainda ganhará uma copa junto com o Brasil. O que eu sinto é a perda da oportunidade dessa alegria no Brasil, lado a lado com os brasileiros anônimos.


Espero que o Brasil saia dessa copa com mais força no esporte, educação e cultura, a nossa cultura mais popular das ruas. Eu aprendi muito nessa copa sobre o esporte. As copas do mundo sempre ensinam muito.


Fica a tristeza pela derrota em campo, mas, fica também a vitória de congraçamento entre os povos num país sem divisionismos, sem lutas étnicas e sem guerra.


Que venham os holandeses, argentinos e alemães! Estamos entre os melhores do mundo.









terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Arraial do Cabo um pedaço de beleza do Brasil

Estive em Arraial do Cabo por uma semana com minha filha. Há muito tempo queria conhecer este lugar, mas sempre alguma mudança de planos ou a  acomodação da vida não permitia.
Fui dessa vez no susto, como se diz. Havia visto umas fotos na internet e fiquei maravilhada com a cor do mar. Adoro o mar mesmo não sabendo nadar. Decidi que minhas férias passariam por aquelas praias num lampejo do olhar sem saber que já havia decidido. Queria descansar na beira do mar, num mar em que eu pudesse entrar e brincar na água sem medo. Se fosse sozinha iria para minhas conhecidas praias paulistas do litoral norte, que sempre me acolhem no verão. Mas, por sorte minha filha conseguiu umas férias no mesmo período que eu, duas professoras exauridas pelo trabalho precisando de descanso.
Foi um prazer essa viagem. Em dois dias já havia resolvido tudo e assim fomos. Desisti do carro na última hora e não me arrependo. Passamos sete dias andando à pé, olhando a cidade, escolhendo a praia do dia, brincando, rindo e conversando entre nós e com quem puxasse conversa.
Comemos peixe, todos os dias e o melhor de tudo foi o passeio de barco para conhecer três praias e a Gruta Azul. Nunca vi nada igual. Tive medo em alguns momentos do barco enfrentando as ondas numa pequena baía entre o continente e a ilha do Farol com uma corrente de vento. Mas, a grande surpresa foi chegar no mar aberto com calmaria e poder olhar cada rocha, a vegetação e o mar que me atraía o tempo todo. Vimos a baleia ao longe, tartarugas nos acompanhando e os cardumes quase à beira d´água acossados pelas gaivotas famintas. Vi as diferentes tonalidades de azul e só pensava que queria poder desenhar aquilo que via. Então fotografei  muito, tentando reter aqueles momentos. Brincamos muito com as fotos para depois curtirmos.
Quando vi a gruta Azul fiquei extasiada com uma sensação de paz e agradecida aos dois jovens barqueiros que nos levaram com segurança e mostraram com orgulho aquela paisagem. Um pedaço do Brasil de calmaria e beleza, uma semana que pareceu um tempo mais longo de tanto encher os olhos e poder percorrer os caminhos com calma e boa companhia. Nos momentos finais um por do sol e a pesca artesanal mostraram a natureza e a cultura que emolduram a vida local.



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Movimento

Descobri o prazer de me movimentar na água e no sol. Duas grandes paixões.
A retomada constante de cuidar da saúde é um desafio para que eu possa usufruir do que a vida me oferece.
Vou devagar agora, desacelerando, mas, criando raízes, buscando as profundezas do conhecer.Aprofundando como se cava um buraco no solo e se sente a humidade, o vai e vem das formigas e o mundo da fantasia que meu pai contava em seu livro-memória, "Porangaba e meus Parceiros".
Recusar o disperso não significa abandonar o solidário.
Significa dar consistência para o conhecimento da vida, dos homens , das cidades, das estórias e da história. Dar um passo a diante.
Agora distante dele vejo que meu pai não fazia muitas coisas, era um caipira capaz de passar horas observando a fumaça de seu cigarro, as vezes cigarro de palha, que ele tinha orgulho de exibir como hábito não perdido na cidade grande, e curtindo os pássaros no seu quintal. Me lembra o quadro de Almeida Júnior, "O Caipira picando fumo" da Pinacoteca.
Mas era um homem profundo e realizou seu sonho de publicar um livro, deixar seu legado. Massageava o pezinho  de cada neto que nascia como um remédio para acalmar as crianças.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A política de São Paulo e do Brasil - o Serra devia ter mais respeito para falar da presidente Dilma

Como pode um candidato a prefeito da maior cidade da América Latina e do Brasil, com um acúmulo de problemas de ordem nacional dizer que a Presidente da República não deve "meter o bico" na disputa de São Paulo?

Além da falta de educação dessa pessoa, é evidente que isto é uma casca de banana para os setores progressistas que querem mudar São Paulo entrarem na provocação e fornecerem munição para este homem pouco confiável que largou São Paulo na mão e deu o maior calote nas empresas contratadas da Prefeitura durante um ano.

Fato este que nunca acontecera antes de sua gestão em 2005 e chama isto de sanear as contas. São Paulo precisa sim do Governo Federal e a Presidente Dilma tem que se posicionar. Ou o Governador já não fez isto?

Aliás todos nós devemos nos posicionar, vinte anos de destruição do Estado de São Paulo demonstram que todos queremos mudança com gente nova e honesta e com capacidade de enfrentar os problemas do cotidiano sem falsas promessas, é preciso avançar na democracia para governar esta cidade tão forte e ao mesmo tempo tão maltratada.

São Paulo também não merece cair nas mãos de políticos que usam instituições religiosas que tratam de questões de interesse íntimo que saem da esfera do interesse público e não têm projeto para a cidade.

Eu vou votar no Haddad e na Nádia Campeão com muita convicção pelo o que conheço do trabalho dos dois pessoalmente durante minha trajetória na Prefeitura de São Paulo. Inovaram, cuidaram dos bens públicos e criaram oportunidades para a população pobre de São Paulo, com os CEUS, a recuperação do esporte, do lazer e cultura na cidade e com a criação do bilhete único e reorganização do sistema de transportes. Hoje com o crescimento do país e da arrecadação municipal será possível fazer muito mais. A saúde espera soluções definitivas não mutirões ocasionais que não constituem políticas permanentes.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O descobrimento, Mário de Andrade no disco de Bethânea

poema "o descobrimento" trecho, de Mário de Andrade,
lido por Ferreira Gullar no disco de Bethânea

abancado à escrivaninha
em são paulo
na minha casa da rua
lopes chaves
de supetão senti um
friúme por dentro
fiquei trêmulo, muito
comovido
com o livro palerma
olhando pra mim
não vê que me lembrei que lá
no norte, meu deus!
muito longe de mim
na escuridão ativa da noite que
caiu
um homem pálido magro de
cabelo escorrendo nos olhos,
depois de fazer uma pele com a
borracha do dia,
faz pouco se deitou, está dormindo.

esse homem é brasileiro que
nem eu.

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