Miscelânea - mistura de variadas compilações literárias, mistura de coisas diversas; mixórdia; confusão, amontoamento; salgalhada.(segundo o dicionário Aurélio). A valorização das identidades culturais na vida urbana é um desafio importante na metrópole paulistana para o reconhecimento de seus habitantes entre si. A arquitetura e o urbanismo podem construir esse lugar. Criar os lugares de encontro, da memória, os lugares para a criação, o lugar de cada um e o lugar de todos.
Mostrando postagens com marcador Cidade de São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cidade de São Paulo. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Crianças na cidade e a violência
A notícia da morte de mais uma criança vítima de um
tiro em São Paulo não é normal.
Há uma coisa no ar que nos assusta.
Um pensamento conservador que apoia violências e perda de direitos.
Que apoia a criminalização de atos de adolescentes sem nada, sem perspectiva, sem recursos, sem direitos mínimos, mas com sonhos, muitos sonhos.
Quem tem o direito de sonhar?
Quem tem direito à liberdade?
Quem tem direito à dignidade?
O filme Campo Grande coloca frente a frente uma mulher e crianças cheias de sonho que a vida abandonou.
Há uma coisa no ar que nos assusta.
Um pensamento conservador que apoia violências e perda de direitos.
Que apoia a criminalização de atos de adolescentes sem nada, sem perspectiva, sem recursos, sem direitos mínimos, mas com sonhos, muitos sonhos.
Quem tem o direito de sonhar?
Quem tem direito à liberdade?
Quem tem direito à dignidade?
O filme Campo Grande coloca frente a frente uma mulher e crianças cheias de sonho que a vida abandonou.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
Zoneamento depois da lei aprovada pode aumentar verticalização em São Paulo
http://noticias.r7.com/sao-paulo/zoneamento-aprovado-em-sp-so-beneficia-construtoras-diz-especialista-27022016
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Sobre o zoneamento em SP e o dia a dia da população. Entrevista ao portal RC7
http://noticias.r7.com/sao-paulo/novo-zoneamento-deve-mudar-a-cara-de-sp-entenda-como-a-lei-vai-afetar-sua-vida-23022016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Cidade e espaço público - mudanças
Entrevista à Agência Brasil em 18-02-2016 sobre a cidade e a apropriação dos espaços públicos pela população.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Jornal da USP divulga livro Renovação Urbana em São Paulo
Na semana de 15 a 19 de junho o Jornal da USP publicou uma resenha do meu livro Renovação Urbana em São Paulo- Mooca lugar de fazer casa.
Fiquei orgulhosa pelo reconhecimento da imprensa acadêmica sobre a importância da pesquisa que desenvolvemos na Universidade sobre o projeto novo no contexto histórico e sobre a necessidade de preservarmos nosso patrimônio cultural arquitetônico da primeira fase da industrialização em São Paulo e dos bairros operários da primeira metade do século XX.
Grata às jornalistas Maria Izabel Leão pela divulgação e Claudia Costa que assina a matéria.
http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=42560
Fiquei orgulhosa pelo reconhecimento da imprensa acadêmica sobre a importância da pesquisa que desenvolvemos na Universidade sobre o projeto novo no contexto histórico e sobre a necessidade de preservarmos nosso patrimônio cultural arquitetônico da primeira fase da industrialização em São Paulo e dos bairros operários da primeira metade do século XX.
Grata às jornalistas Maria Izabel Leão pela divulgação e Claudia Costa que assina a matéria.
http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=42560
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Livro Publicado - Renovação urbana em São Paulo- Mooca lugar de fazer casa
Eu como professora e arquiteta do Departamento de Projetos, e da Pós Graduação do grupo de Projetos
de Edificações da FAUUSP publiquei recentemente o livro Renovação
urbana em São Paulo – Mooca lugar de fazer casa que trata de metodologia de
desenvolvimento de projeto urbano em áreas históricas da cidade de São Paulo.
O
livro é resultado da tese de doutorado defendida em 2002 na
FAUUSP. Trata-se de estudo sobre o bairro da Mooca em seu local de origem e que
serviu como exemplo para o desenvolvimento de metodologia de projeto e estratégias
de enfrentamento para renovação urbana em áreas históricas na cidade de São
Paulo.
Destina-se ao ensino de projeto e enfatiza o estudo dos fatos históricos
que permearam o ambiente urbano no momento de consolidação do desenho urbano do
bairro. Assim também identifica os elementos de permanência do desenho urbano
como vocabulário próprio de referência para o projeto contemporâneo e como
estratégias de enfrentamento dos problemas sociais da área.
O livro foi
publicado pela editora alemã NEA – Novas Edições Acadêmicas e já se encontra
disponível em livrarias especializadas. A pesquisa continua nos
outros distritos da área central que envolve os antigos bairros operários e
industriais no eixo da antiga ferrovia São Paulo Railway e o Rio Tamanduateí.
Espero com essa publicação difundir uma pesquisa de 8 anos sobre o bairro da Mooca e que tem servido de referência para o entendimento do patrimônio histórico em São Paulo e a necessidade de sua inserção nos projetos contemporâneos e que continua como linha de pesquisa dos demais distritos no eixo do Rio Tamanduateí e da ferrovia.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Bienal, direitos civis, cidade e obra de arte
Caminhei durante quatro horas à deriva pela Bienal de artes no último sábado. Fazia alguns anos que não ia à Bienal de artes e fiquei com muito boa impressão na última que visitei. Uma obra me marcou na mostra visitada anteriormente, a de um artista chinês que fez um painel numa parede com aproximadamente quinze metros de comprimento, onde inúmeros quadros formando pares em que um quadro apresentava o desenho de uma pessoa que o artista desenhara o outro era um desenho sem muitas proporções, onde não havia dúvidas de que o artista pedira a seu modelo que o desenhasse. Os desenhos dos modelos eram mais rudimentares mas igualmente expressivos e bonitos como os do artista. Havia outro aspecto diferente da ultima Bienal, as telas apresentavam-se emolduradas e com um projeto claro de percurso a ser realizado pelo visitante.
O que vi de diferente nessa mostra foi a caminhada errante pelos espaços com os temas das lutas dos direitos civis, homossexualismo em diversos momentos da história da humanidade e nacionalidades diferentes, aborto, violência étnica, xenofobia, a guerra, a luta indígena, a violência nas mais variadas formas. E os jovens. Principalmente os jovens com seus anseios e a falta de perspectiva no mundo atual.
Vi vários filmes e áudios como expressão das tecnologias contemporâneas permeados por salas de pinturas e instalações cujos temas incluíam a educação, o meio ambiente e objetos tecnológicos ou de cunho artesanal. Os tecidos e batiks foram os desenhos mais bonitos que vi.
E dois vídeos em particular, um de um jovem rapper de Istambul dançando sobre as ruínas dos muros da época do Império Romano. Estive em Istambul em 1996 e conheci estas ruínas. Foi um dos passeios mais interessantes que já fiz. Sozinha, um pouco com medo, visitei a periferia urbana. Havia alguns conjuntos habitacionais de três ou quatro pavimentos e encontrei com alguns garotos que jogavam bola. Na Turquia pouco se fala inglês, mas esta era a língua possível de eu me comunicar, eu estava lá por causa da Conferência da ONU Habitat II.
Mas, não sei como comecei a conversar com os garotos e um deles me entendia um pouco e quando disse que era do Brasil eles se animaram, falamos de futebol e eles conheciam o Parreira que era técnico do time turco Fenerbahce e me contaram que eram da Romênia.
Eu sempre me surpreendi com a capacidade das crianças se comunicarem em outras línguas, principalmente os imigrantes. Tive uma experiência semelhante quando estudei alguns meses na Holanda e conversei com crianças marroquinas, que também entendiam um pouco do inglês.
Aqui também andei à deriva no texto como na Bienal, voltemos a ela então. O filme do jovem rapper na verdade era um clipe com dança e cenas de violência policial e provavelmente a letra tratava disso pela agressividade na expressão do cantor e da exclusão social em que vivem os jovens no mundo capitalista e a paisagem de fundo era a cidade de Istambul cheia de suas contradições e suas mesquitas marcando a paisagem a partir da vista de suas ruínas. A cidade como obra de arte.
O outro filme interessante tinha o ritmo de uma peça teatral onde jovens atores russos questionavam sua existência e as respostas da sociedade sobre seus anseios. Os atores sentados num estúdio com uma pequena arquibancada faziam uma dança de expressões corporais e faciais enquanto um deles falava em uma das telas quase como que um depoimento. Eram três na sala. Numa delas um outro jovem olhava impávido, mudo ao expectador. Em uma das falas uma crítica ao governo de Putin. E lendo a notícia na internet de que o sistema público de educação e saúde da Rússia vai se privatizar começo a compreender algumas das falas. Todos os jovens homens e mulheres lindos e de variado tipo físico mostrando a composição multifacetada dos russos. Em um determinado momento do filme eles se referem à orelha da sociedade e solenemente dois deles entram na sala carregando uma enorme orelha de borracha. E concluem que a orelha da sociedade só os ouviria se eles falassem entre si. E assim começam alguns diálogos e uma movimentação corporal de diferentes formas e ritmos. Não assisti a todos os capítulos do filme, mas, confesso que fiquei curiosa sobre seu final e assistiria de novo para compreender todas as falas. Mas, tive que escolher e seguir meu percurso pela Bienal pois no dia seguinte se encerrava.
Algumas instalações pareciam ser de uma feira de ONGs, faixas com frases-denúncia e os comoventes depoimentos de mulheres que já fizeram aborto e lutam pela sua legalização.
Uma luta justa e que começa a ganhar o espaço da mídia infelizmente pela tragédia da morte de mulheres vítimas da pobreza que não podem pagar por aborto seguro.
Uma Bienal onde os processos de luta contra todos os tipos de violência no mundo foram a matéria prima de artistas de diferentes linguagens em que a decadência do capitalismo mostra-se no vazio da estrada sem rumo em que jovens vagueiam olhando para um muro.
Mais uma vez a obra de Niemayer participa da mostra com as surpresas que o edifício oferece a cada nova instalação.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Domingo é dia de votar - eleições 2014 - eu tenho uma sugestão
ELEIÇOES 2014
Faltam só 3 dias para as eleições e a sociedade reclama muito do poder executivo, mas, esquece que o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas é que votam, aprovam e vetam as leis de interesse do povo. São os deputados federais, os senadores e os deputados estaduais que decidem a maior parte dos assuntos que nos afetam cotidianamente, além dos vereadores também em cada cidade.a
Parece óbvio, mas, quantas pessoas já escolheram seus candidatos de forma consci...ente e criteriosa?
Faltam só 3 dias para as eleições e a sociedade reclama muito do poder executivo, mas, esquece que o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas é que votam, aprovam e vetam as leis de interesse do povo. São os deputados federais, os senadores e os deputados estaduais que decidem a maior parte dos assuntos que nos afetam cotidianamente, além dos vereadores também em cada cidade.a
Parece óbvio, mas, quantas pessoas já escolheram seus candidatos de forma consci...ente e criteriosa?
Eu tenho uma sugestão.
Meus candidatos: para Deputado Federal Orlando Silva, 6565, jovem e experiente na administração pública e com coragem para lutar pelos interesses nacionais e dos trabalhadores, e para Deputada Estadual, Ana Martins 65611, uma mulher de luta que conheço há mais 20 anos que não esmorece nunca.
São Paulo precisa mudar, não pode mais continuar sem água, sem segurança e sem educação esse não é o espirito dessa terra de gente desbravadora.
Vou com Dilma, Padilha, Nivaldo Santana e Suplicy para que o Brasil aprofunde as mudanças necessárias para eliminar a concentração de renda que só atravanca nosso desenvolvimento.
Esse é o meu lado.
domingo, 7 de setembro de 2014
O sol do dia a dia
Sempre tomei sol. Desde que me tornei adolescente curtia tomar sol no quintal da minha casa no Campo Belo, quer dizer casa da minha mãe e do meu pai. Quando pude comprar um imóvel valorizei muito o espaço externo que serviu muito às brincadeiras do meu filho mais novo que só tinha três anos naquele momento, hoje ele está perto de fazer vinte e quatro anos. A casa pra mim era apenas um abrigo, um lugar de dormir e estudar. Hoje tenho passado muito do meu tempo em casa trabalhando mais do que antes, lendo, escrevendo e pesquisando.
E hoje desesperadamente senti falta do sol. O dia estava bonito e tinha o compromisso com alguns afazeres domésticos como abastecer a casa para a semana. Fiz isso cansada com essas tarefas, minha mãe tirava de letra tudo isso, organizada, tinha rotinas domésticas que mantinham a casa funcionando.
Consegui ficar ao sol por um tempo que me agradou.
Havia programado um almoço com meu filho onde hoje ele seria o Chef e eu a auxiliar de cozinha. Foi ótimo. Eu faço um arroz imbatível. Foi um almoço simples mas muito bom.
Um domingo para organizar a cabeça e a próxima semana, sem atividades externas.
Respirar e sentir o sol, uma rotina necessária. Mais uma que devo incorporar na vida.
E hoje desesperadamente senti falta do sol. O dia estava bonito e tinha o compromisso com alguns afazeres domésticos como abastecer a casa para a semana. Fiz isso cansada com essas tarefas, minha mãe tirava de letra tudo isso, organizada, tinha rotinas domésticas que mantinham a casa funcionando.
Consegui ficar ao sol por um tempo que me agradou.
Havia programado um almoço com meu filho onde hoje ele seria o Chef e eu a auxiliar de cozinha. Foi ótimo. Eu faço um arroz imbatível. Foi um almoço simples mas muito bom.
Um domingo para organizar a cabeça e a próxima semana, sem atividades externas.
Respirar e sentir o sol, uma rotina necessária. Mais uma que devo incorporar na vida.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
A crise da USP II
Algumas informações para reflexão dos amigos do blog
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/08/em-25-anos-usp-teve-aumento-de-96-de-alunos-e-68-de-professores.html
domingo, 16 de março de 2014
O parque que se quer no centro
Estudei no edifício do antigo Colégio Des Oiseuax quando lá funcionava o cursinho Equipe. O lugar era realmente muito agradável com aquele edifício antigo e suas árvores. Nos intervalos sentávamos nas suas escadarias para conversar, rir e comentar dos nossos sonhos futuros como arquitetos. Estudei dois anos lá pois não consegui entrar na USP no primeiro vestibular, e nem no segundo, pois oriunda de escola pública por melhor que fossem naquela época exigiam uma dedicação ao estudo para a qual não estava preparada ainda aos 16 anos.
E o lugar passou a fazer parte da minha intimidade na cidade.
Dali íamos ao bar do Zé comer o melhor misto quente que já comi na vida e assistíamos aos shows organizados pelo apresentador Serginho Groisman.
E assim acho que aquela parte da cidade contribuiu com minha formação. Passávamos em frente ao prédio da USP à rua Maria Antônia com aquele respeito por um lugar de luta já que vivíamos nos anos de chumbo da ditadura, 1972 e 1973.
Hoje a população do entorno luta por um parque urbano no local, já que o edifício do colégio foi demolido e o terreno vendido a incorporadores imobiliários. E a Prefeitura busca uma solução para o impasse diante do alto custo do terreno diante das inúmeras carências nas áreas periféricas. Há que se estabelecer prioridades com os recursos públicos.
Vejo esse problema como um projeto para a cidade onde se deve buscar uma solução tripartite e mediadora de interesses legítimos.
Ganha-se um parque, um equipamento público e habitações em parte da área.
Em Berlim no bairro de Hansaviertel, na década de 50, foram construídas uma série de habitações projetadas por 53 arquitetos renomados de todo o mundo ocidental convidados para realizarem os projetos, entre os quais o brasileiro Oscar Niemeyer, o dinamarquês Arne Jacobsen, o finlandês Alvar Aalto e o alemão fundador da Bauhaus, Walter Gropius.
A floresta do Tiergarten foi integrada ao projeto.
Esse projeto hoje constitui um parque de grande interesse turístico em Berlim por parte dos arquitetos do mundo inteiro, que convive pacificamente com este uso.
Evidente que o projeto para o Parque Augusta não poderia incluir torres de 18 ou 20 andares como o modelo adotado no mercado imobiliário paulistano. Pois isso exigiria um uso intenso de subsolo. Nem tão pouco edifícios com garagens já que estará no raio da futura estação Mackenzie do metrô.
E também não possui as dimensões do Parque de Berlim, mas o que importa é a discussão do conceito de parque que tem que se ampliar numa cidade como São Paulo.
Eu entendo a dificuldade da Prefeitura em priorizar recursos para uma área onde existe toda a infraestrutura urbana.
É como dizer que Copacabana precisa de mais espaço público. Poxa! O mar e a praia estão ali do lado, e assim o bairro pode ser tão denso. Mas o bairro tem uma escala agradável de edifícios baixos e praças marcando de tempos em tempos sua estrutura.
A situação ideal no caso do "Parque Augusta" assim chamado pelo movimento em sua defesa, seria termos só a área verde, uma arena cultural e uma creche que seria muito bem vinda para as crianças do entorno. Mas o custo da terra em São Paulo é muito alto no centro, portanto temos que encontrar uma solução alternativa e talvez a existência de habitações no local com unidades de vizinhança de pequena escala possa ajudar a cuidar do espaço.
E um bom começo seria um diálogo com os diversos envolvidos para a discussão das diversas possibilidades e também a solidariedade dos moradores dos bairros mais bem estruturados da cidade, que tem muito acesso à mídia, para com aqueles que não tem nada e vivem em áreas onde está tudo por fazer.
A proposta passa primeiro por um bom estudo de viabilidade econômica da aquisição do terreno e a construção da arquitetura do programa do projeto a ser desenvolvido e o modelo de gestão da área. Isso não pode ser feito apenas como solução mágica dos arquitetos e sim de todos os envolvidos.
E o lugar passou a fazer parte da minha intimidade na cidade.
Dali íamos ao bar do Zé comer o melhor misto quente que já comi na vida e assistíamos aos shows organizados pelo apresentador Serginho Groisman.
E assim acho que aquela parte da cidade contribuiu com minha formação. Passávamos em frente ao prédio da USP à rua Maria Antônia com aquele respeito por um lugar de luta já que vivíamos nos anos de chumbo da ditadura, 1972 e 1973.
Hoje a população do entorno luta por um parque urbano no local, já que o edifício do colégio foi demolido e o terreno vendido a incorporadores imobiliários. E a Prefeitura busca uma solução para o impasse diante do alto custo do terreno diante das inúmeras carências nas áreas periféricas. Há que se estabelecer prioridades com os recursos públicos.
Vejo esse problema como um projeto para a cidade onde se deve buscar uma solução tripartite e mediadora de interesses legítimos.
Ganha-se um parque, um equipamento público e habitações em parte da área.
Em Berlim no bairro de Hansaviertel, na década de 50, foram construídas uma série de habitações projetadas por 53 arquitetos renomados de todo o mundo ocidental convidados para realizarem os projetos, entre os quais o brasileiro Oscar Niemeyer, o dinamarquês Arne Jacobsen, o finlandês Alvar Aalto e o alemão fundador da Bauhaus, Walter Gropius.
A floresta do Tiergarten foi integrada ao projeto.
Esse projeto hoje constitui um parque de grande interesse turístico em Berlim por parte dos arquitetos do mundo inteiro, que convive pacificamente com este uso.
Evidente que o projeto para o Parque Augusta não poderia incluir torres de 18 ou 20 andares como o modelo adotado no mercado imobiliário paulistano. Pois isso exigiria um uso intenso de subsolo. Nem tão pouco edifícios com garagens já que estará no raio da futura estação Mackenzie do metrô.
E também não possui as dimensões do Parque de Berlim, mas o que importa é a discussão do conceito de parque que tem que se ampliar numa cidade como São Paulo.
Eu entendo a dificuldade da Prefeitura em priorizar recursos para uma área onde existe toda a infraestrutura urbana.
É como dizer que Copacabana precisa de mais espaço público. Poxa! O mar e a praia estão ali do lado, e assim o bairro pode ser tão denso. Mas o bairro tem uma escala agradável de edifícios baixos e praças marcando de tempos em tempos sua estrutura.
A situação ideal no caso do "Parque Augusta" assim chamado pelo movimento em sua defesa, seria termos só a área verde, uma arena cultural e uma creche que seria muito bem vinda para as crianças do entorno. Mas o custo da terra em São Paulo é muito alto no centro, portanto temos que encontrar uma solução alternativa e talvez a existência de habitações no local com unidades de vizinhança de pequena escala possa ajudar a cuidar do espaço.
E um bom começo seria um diálogo com os diversos envolvidos para a discussão das diversas possibilidades e também a solidariedade dos moradores dos bairros mais bem estruturados da cidade, que tem muito acesso à mídia, para com aqueles que não tem nada e vivem em áreas onde está tudo por fazer.
A proposta passa primeiro por um bom estudo de viabilidade econômica da aquisição do terreno e a construção da arquitetura do programa do projeto a ser desenvolvido e o modelo de gestão da área. Isso não pode ser feito apenas como solução mágica dos arquitetos e sim de todos os envolvidos.
sábado, 15 de março de 2014
Transporte público na pauta do futuro da cidade - a polêmica dos corredores
O tema do transporte público não sai da pauta da cidade, da vida cotidiana, está na boca do povo.
E assim se fala das tarifas, do bilhete único, do bilhete mensal, da integração, dos terminais de transferência, do tempo de espera, do ponto de ônibus, da faixa do ônibus, do táxi, do automóvel financiado, do metrô e dos trens lotados.
Todos se envolvem com a questão. Isso no mínimo indica que essa é uma questão estratégica na vida das pessoas que vivem e trabalham em São Paulo e em outras cidades também, de maneira variada mas não menos importante.
Mas, no caso de São Paulo, o tema ganha dimensão pelas longas distâncias a serem percorridas entre casa e trabalho, casa e escola e casa e lazer.
A proposta de construção de corredores exclusivos para os ônibus pode resolver parcialmente o problema mas se mostra limitada na medida em que reproduz o uso do transporte sobre pneus e provoca um grande impacto de desapropriações de imóveis para alargamento das vias onde serão construídos os corredores.
Perde-se assim a oportunidade de recolocar a opção do transporte sobre trilhos de média capacidade, que daria uma outra cara para São Paulo utilizando o mesmo sistema viário já existente. Já tivemos 150 km de traçado de linhas de bondes.
O custo evidentemente da construção de linhas do transporte elétrico na fase de implantação é mais caro do que a obra dos corredores em si, mas, se o impacto das desapropriações e seus custos são tão grandes e começa a criar reações pela cidade é hora de se rever a proposta da Prefeitura e construir uma proposta alternativa com visão de longo prazo com transporte sobre trilhos em parte dos traçados, como na Avenida 23 de Maio, ou em um terço de toda a rede nas vias com largura menor, diminuindo as desapropriações, como um efeito demonstração para o futuro.
Um futuro de uma cidade menos poluída, mais silenciosa e mais calma, onde se poderá aprecia-la naquilo que ela tem de beleza.
E assim se fala das tarifas, do bilhete único, do bilhete mensal, da integração, dos terminais de transferência, do tempo de espera, do ponto de ônibus, da faixa do ônibus, do táxi, do automóvel financiado, do metrô e dos trens lotados.
Todos se envolvem com a questão. Isso no mínimo indica que essa é uma questão estratégica na vida das pessoas que vivem e trabalham em São Paulo e em outras cidades também, de maneira variada mas não menos importante.
Mas, no caso de São Paulo, o tema ganha dimensão pelas longas distâncias a serem percorridas entre casa e trabalho, casa e escola e casa e lazer.
A proposta de construção de corredores exclusivos para os ônibus pode resolver parcialmente o problema mas se mostra limitada na medida em que reproduz o uso do transporte sobre pneus e provoca um grande impacto de desapropriações de imóveis para alargamento das vias onde serão construídos os corredores.
Perde-se assim a oportunidade de recolocar a opção do transporte sobre trilhos de média capacidade, que daria uma outra cara para São Paulo utilizando o mesmo sistema viário já existente. Já tivemos 150 km de traçado de linhas de bondes.
O custo evidentemente da construção de linhas do transporte elétrico na fase de implantação é mais caro do que a obra dos corredores em si, mas, se o impacto das desapropriações e seus custos são tão grandes e começa a criar reações pela cidade é hora de se rever a proposta da Prefeitura e construir uma proposta alternativa com visão de longo prazo com transporte sobre trilhos em parte dos traçados, como na Avenida 23 de Maio, ou em um terço de toda a rede nas vias com largura menor, diminuindo as desapropriações, como um efeito demonstração para o futuro.
Um futuro de uma cidade menos poluída, mais silenciosa e mais calma, onde se poderá aprecia-la naquilo que ela tem de beleza.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Patrimônio e meio ambiente – o custo de intervenções conscientes
Dois temas da atualidade no Brasil e no mundo tem sido objeto dos embates entre desenvolvimento e preservação do patrimônio histórico e do meio ambiente.
Os conflitos surgem do alto grau de urbanização que chegaram as sociedades contemporâneas. Decorrente desse processo encontra-se a necessidade de infraestrutura e crescimento econômico para atender as demandas por serviços e o anseio das comunidades por recuperar sua identidade com os seus “lugares” de viver.
No caso do meio ambiente fala-se em um aumento de 30% no custo das obras de proteção contra os impactos ambientais provocados por elas.
Evidentemente, esta cifra não pode ser generalizada, pois, orçamentos de obras são elementos específicos condicionados ao detalhamento das condições locais, preço de mão de obra, acesso a materiais, e particularmente dos projetos.
Deve-se ainda descontar o ônus gerado pela prática dos governos de licitar obras sem os respectivos projetos executivos que visam prever todos os detalhes necessários e os custos cujo próprio nome já diz, de executar as obras.
Se eliminarmos os fatores que geram um adicional aos custos das obras, mesmo assim as exigências ambientais vão aumentar seus custos. Para que este impacto não gere a ideia distorcida que a preservação ambiental atrapalha o desenvolvimento é necessário que os governantes e os empresários valorizem a prática de planejamento e de elaboração de projetos com a antecedência exigida para adequar os projetos ao meio ambiente de cada localidade, dentro de um conceito abrangente que inclua as populações envolvidas.
O problema da preservação do patrimônio histórico exige também uma abordagem abrangente que envolva o patrimônio construído e o imaterial que inclui a memória das comunidades quanto a vivencia, quanto à paisagem e aos usos que ela deseja verem preservados.
As cidades de um modo geral guardam relíquias construídas que significam muito para seus moradores, pois os remetem a tempos áureos da formação e vitalidade do seu momento de fundação ou de grande pujança econômica.
Nas metrópoles, há um sentimento semelhante, pois a velocidade de mutação da paisagem faz com que o crescimento do sentimento de perdas afetivas se expresse às vezes de maneira subjetiva, às vezes com a defesa de bens construídos sem muita certeza do que podem significar. Nesse caso, às vezes preservar a paisagem significa um anseio por um retorno a uma vida gregária que a excessiva verticalização urbana afasta cada vez mais das comunidades.
Novamente aqui se coloca o problema do planejamento e do projeto. Nem tudo pode, deve ou merece ser preservado numa metrópole que possui gigantescos problemas de infraestrutura, serviços e habitação. Mas, há um grande potencial ocioso, fruto da dinâmica econômica e empobrecimento, sendo necessária a identificação dos espaços com os quais a sociedade se identifica para incluí-los no processo de desenvolvimento, planejamento e crescimento das cidades.
É o custo de reconquistar a integração do tecido social urbano, humanizar a cidade e acabar com o “apartheid” entre bairros, populações, trabalhadores e governantes. Assim mudaria o conceito do que é uma obra cara.
Os conflitos surgem do alto grau de urbanização que chegaram as sociedades contemporâneas. Decorrente desse processo encontra-se a necessidade de infraestrutura e crescimento econômico para atender as demandas por serviços e o anseio das comunidades por recuperar sua identidade com os seus “lugares” de viver.
No caso do meio ambiente fala-se em um aumento de 30% no custo das obras de proteção contra os impactos ambientais provocados por elas.
Evidentemente, esta cifra não pode ser generalizada, pois, orçamentos de obras são elementos específicos condicionados ao detalhamento das condições locais, preço de mão de obra, acesso a materiais, e particularmente dos projetos.
Deve-se ainda descontar o ônus gerado pela prática dos governos de licitar obras sem os respectivos projetos executivos que visam prever todos os detalhes necessários e os custos cujo próprio nome já diz, de executar as obras.
Se eliminarmos os fatores que geram um adicional aos custos das obras, mesmo assim as exigências ambientais vão aumentar seus custos. Para que este impacto não gere a ideia distorcida que a preservação ambiental atrapalha o desenvolvimento é necessário que os governantes e os empresários valorizem a prática de planejamento e de elaboração de projetos com a antecedência exigida para adequar os projetos ao meio ambiente de cada localidade, dentro de um conceito abrangente que inclua as populações envolvidas.
O problema da preservação do patrimônio histórico exige também uma abordagem abrangente que envolva o patrimônio construído e o imaterial que inclui a memória das comunidades quanto a vivencia, quanto à paisagem e aos usos que ela deseja verem preservados.
As cidades de um modo geral guardam relíquias construídas que significam muito para seus moradores, pois os remetem a tempos áureos da formação e vitalidade do seu momento de fundação ou de grande pujança econômica.
Nas metrópoles, há um sentimento semelhante, pois a velocidade de mutação da paisagem faz com que o crescimento do sentimento de perdas afetivas se expresse às vezes de maneira subjetiva, às vezes com a defesa de bens construídos sem muita certeza do que podem significar. Nesse caso, às vezes preservar a paisagem significa um anseio por um retorno a uma vida gregária que a excessiva verticalização urbana afasta cada vez mais das comunidades.
Novamente aqui se coloca o problema do planejamento e do projeto. Nem tudo pode, deve ou merece ser preservado numa metrópole que possui gigantescos problemas de infraestrutura, serviços e habitação. Mas, há um grande potencial ocioso, fruto da dinâmica econômica e empobrecimento, sendo necessária a identificação dos espaços com os quais a sociedade se identifica para incluí-los no processo de desenvolvimento, planejamento e crescimento das cidades.
É o custo de reconquistar a integração do tecido social urbano, humanizar a cidade e acabar com o “apartheid” entre bairros, populações, trabalhadores e governantes. Assim mudaria o conceito do que é uma obra cara.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Conselho Participativo e uma cidade mais humana
Escrevo para agradecer e comunicar que fui eleita como Conselheira para a Subprefeitura da Vila Mariana, junto com outros lutadores por uma cidade mais humanizada, mais justa e mais solidária. Esperamos contribuir com propostas para melhorar o nosso cotidiano e tornar nossa cidade nosso "lugar de aconchego".
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Vida urbana e compromisso cidadão
Não poderia deixar de falar aqui, nesse espaço livre para a expressão de ideias, que pela primeira vez me candidato a uma função pública como cidadã.
Sou candidata ao Conselho Municipal Participativo da Vila Mariana, junto com outros moradores e atuantes militantes pela qualidade de vida e defesa da cultura em nossa cidade.
A eleição será no dia 8 DE DEZEMBRO PRÓXIMO, um domingo.
O Conselho Participativo Municipal tem caráter eminentemente público e é organismo autônomo da sociedade civil, reconhecido pelo Poder Público Municipal como instância de representação da população de cada região da Cidade para exercer o direito dos cidadãos ao controle social, por meio da fiscalização de ações e gastos públicos, bem como da apresentação de demandas, necessidades e prioridades na área de sua abrangência.
Qualquer eleitor pode votar em cinco candidatos de qualquer região da cidade, os locais de votação, podem ser encontrados no link abaixo com o número do seu título:
pois o TRE-SP organizou por região e juntou várias zonas eleitorais em algumas escolas.
Serão eleitos os mais votados de cada distrito. Mesmo quem não vota em São Paulo, trabalha aqui e deseja que essa cidade melhore pode apoiar pedindo votos para seus amigos daqui que poderiam votar. Por isso peço o apoio de vocês para votarem e divulgar entre amigos, a minha candidatura.
No site das subprefeituras estão as listas dos colégios eleitorais agrupados em algumas escolas em cada subprefeitura mas o número 156 também vai informar se o eleitor ligar com o numero da sua seção e zona eleitoral.
Recomendo também os candidatos abaixo:
Um grande abraço. Desde já agradeço o apoio.
Rosana Miranda — número 52058 - Arquiteta Professora Dra. da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP)
Denise Delfim — número 52012 - Jornalista e editora do jornal Pedaço da Vila
Ricardo O Outro lado do Muro – número 52053 - Engenheiro Agrônomo, Advogado, e Mestre em Saúde Pública pela USP, iniciou o Movimento O Outro Lado do Muro.
Flávio Carrança — número 52022 - Jornalista e integrante da TV Assim - Associação de Imagens.
Eliana Tiezzi Nascimento — número 52018 - Psicóloga, psicanalista e coordenadora geral do Projeto Papel de Gente.
Paulo Luciano Sguario Silva — número 52049 - Produtor Gráfico.
Cícera Vieira — número 52009 - Presidente da Associação Mãos Unidas
José Carlos Corrêa Cavalcanti — número 52029 - Ex-professor de Matemática atua em prol de áreas verdes e causas comunitárias na Vila Clementino
Amigos da Vila Mariana
Um grupo de moradores do bairro resolveu colocar à prova sua cidadania, aceitando o desafio de candidatar-se ao cargo de membro do Conselho Participativo Municipal, cuja eleição ocorrerá, pela primeira vez em nossa cidade, em 8 de dezembro próximo, pelo voto distrital. Esse Conselho, formado exclusivamente por membros da sociedade civil para a representação de cada região da cidade de São Paulo, permitirá que os cidadãos, eleitos pelo voto distrital, exerçam o controle social das Subprefeituras, assegurando a participação da sociedade no planejamento e fiscalização de ações e gastos públicos, além de contribuir com sugestões de políticas públicas para seus bairros.
A abertura de um tal espaço democrático é motivo de alegria para a comunidade paulistana! Principalmente por se tratar de eleição onde os candidatos a Conselheiros das Subprefeituras são moradores dos 96 distritos que compõem as respectivas áreas administrativas; portanto você sabe quem são, onde moram, que padarias e restaurantes elas frequentam; não são estranhos ao bairro, aventureiros que ali vêm na época das eleições para enganar sua boa fé.
Porém, é preciso discernir entre os cidadãos que realmente defendem uma pauta inteiramente voltada ao interesse público daqueles que, representando o interesse do grande capital, desejam estar junto ao Poder para pressionar em favor de suas demandas, guiadas exclusivamente pela ganância e desejo de lucro exacerbados.
Tenhamos em mente que Vila Mariana hoje é um dos bairros mais visados pela especulação imobiliária, o que acrescenta mensalmente milhares de veículos nas ruas, sobrecarrega a infraestrutura disponível, polui o ar e congestiona cada vez mais o trânsito de nossas vias; acaba com as moradias menores; destrói o pequeno e tradicional comércio das vizinhanças; aniquila a sensação de pertencimento do morador à sua comunidade.
Os cidadãos autênticos, porém, desejam a preservação do meio ambiente, da memória de sua paisagem, com limitação da euforia da construção de prédios imensos, com a criação de mais praças, assim como mais e melhores instituições de saúde e educação pública de qualidade — enfim, políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida em todos os aspectos, priorizando o cuidado com as crianças e jovens, com os idosos e com patrimônio cultural material e imaterial do bairro.
Cidadãos da Vila Mariana: mostremos que as manifestações de junho, com o inédito grito de alerta e inconformismo de nossa juventude, inaugurou um novo estágio da consciência cidadã dos moradores de nosso bairro!
Dia 8 de dezembro, vote apenas em pessoas conhecidas e realmente merecedoras de sua confiança!
O texto acima foi escrito em consenso pelo grupo de candidatos acima.
Assinar:
Postagens (Atom)
https://publicacoes.amigosdanatureza.org.br/index.php/rlaac_sustentabilidade/article/download/2996/2850 .
-
Sempre tomei sol. Desde que me tornei adolescente curtia tomar sol no quintal da minha casa no Campo Belo, quer dizer casa da minha mãe e do...
-
Caminhei durante quatro horas à deriva pela Bienal de artes no último sábado. Fazia alguns anos que não ia à Bienal de artes e fiquei com ...