domingo, 21 de fevereiro de 2016

Profissão de arquiteto - entrevista para o Estadão

http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/2015/12/20/arquiteto-tem-varias-frentes-de-atuacao-no-mercado/

Reforma urbana - artigo para Revista Princípios

http://revistaprincipios.com.br/n/index.php/janeiro-ano-vii-30/item/222-possibilidades-para-a-construcao-da-reforma-urbana-brasileira#.VsYjULMJKlk.facebook

Sobre o restauro do Instituto Biológico - entrevista

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/12/1714970-moradores-da-vila-mariana-cobram-restauro-do-instituto-biologico.shtml

Cidade e espaço público - mudanças

Entrevista à Agência Brasil em 18-02-2016 sobre a cidade e a apropriação dos espaços públicos pela população.
Nos últimos anos, a discussão sobre o uso dos espaços públicos da cidade de São Paulo se tornou um assunto recorrente. Diversos movimentos, especialmente na região central, têm organizado festas, atividades culturais e outras formas de…
m.agenciabrasil.ebc.com.br

Umberco Eco entre a realidade e a ficção

Li poucas coisas do Umberto Eco, "O nome da rosa", "Como fazer uma tese", e algumas entrevistas. Em uma das últimas conversas que tive com o professor Cláudio Gomes este foi nosso assunto. Eu havia lhe mostrado um texto que havia escrito sobre o incêndio do Memorial da América Latina sobre meu sentimento em relação à aquela obra. Ele me disse que não havia gostado do texto porque eu ficava no meio do caminho entre um texto poético e um texto racional de opinião técnica ou jor...nalística. Eu tinha esse privilégio de ouvir críticas desse arquiteto dos mais cultos que conheci na FAU, onde a crítica sempre se acompanhava de ensinamentos. E ele me citou o Umberto Eco, o qual estava relendo, exatamente por esse motivo, de como são os limites dos escritos entre a ficção e a realidade.
O motivo desse interesse era a estória que Cláudio Gomes pretendia escrever sobre o romance de Xica da Silva e o João Fernandes. Esse seria o início do seu livro sobre Diamantina.
Os homens cultos que escrevem, deixam perdas para a humanidade, não só para seus amigos e familiares.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Jornal da USP divulga livro Renovação Urbana em São Paulo

Na semana de 15 a 19 de junho o Jornal da USP publicou uma resenha do meu livro Renovação Urbana em São Paulo- Mooca lugar de fazer casa.
Fiquei orgulhosa pelo reconhecimento da imprensa acadêmica sobre a importância da pesquisa  que desenvolvemos na Universidade sobre o projeto novo no contexto histórico e sobre a necessidade de preservarmos nosso patrimônio cultural arquitetônico da primeira fase da industrialização em São Paulo e dos bairros operários da primeira metade do século XX.
Grata às jornalistas Maria Izabel Leão pela divulgação e Claudia Costa que assina a matéria.


http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=42560

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Livro Publicado - Renovação urbana em São Paulo- Mooca lugar de fazer casa


Eu como professora e arquiteta do Departamento de Projetos,  e da Pós Graduação do grupo de Projetos de Edificações da FAUUSP publiquei recentemente o livro Renovação urbana em São Paulo – Mooca lugar de fazer casa que trata de metodologia de desenvolvimento de projeto urbano em áreas históricas da cidade de São Paulo.
O livro é resultado da tese de doutorado defendida em 2002 na FAUUSP. Trata-se de estudo sobre o bairro da Mooca em seu local de origem e que serviu como exemplo para o desenvolvimento de metodologia de projeto e estratégias de enfrentamento para renovação urbana em áreas históricas na cidade de São Paulo.
Destina-se ao ensino de projeto e enfatiza o estudo dos fatos históricos que permearam o ambiente urbano no momento de consolidação do desenho urbano do bairro. Assim também identifica os elementos de permanência do desenho urbano como vocabulário próprio de referência para o projeto contemporâneo e como estratégias de enfrentamento dos problemas sociais da área.
O livro foi publicado pela editora alemã NEA – Novas Edições Acadêmicas e já se encontra disponível em livrarias especializadas. A pesquisa continua nos outros distritos da área central que envolve os antigos bairros operários e industriais no eixo da antiga ferrovia São Paulo Railway e o Rio Tamanduateí.
Espero com essa publicação difundir uma pesquisa de 8 anos sobre o bairro da Mooca e que tem servido de referência para o entendimento do patrimônio histórico em São Paulo e a necessidade de sua inserção nos projetos contemporâneos e que continua como linha de pesquisa dos demais distritos no eixo do Rio Tamanduateí e da ferrovia.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Rio 450 anos, irmã mais nova de São Paulo

Gosto da cidade do Rio de Janeiro.
A cada viagem descubro novos pontos para olhar e desfrutar da antiga capital do Império, da cidade exuberante pela sua natureza.
Dessa vez, ao ir ao bloco Boi Tolo no domingo de carnaval, tive o prazer de andar pela rua da Carioca e ver sua arquitetura.
A arquitetura da cidade.
Não haviam veículos pois a rua estava livre para o bloco. Mas o bloco ainda se encontrava na Praça Tiradentes, outro encanto.
E eu só queria fotografar.
Um bloco diferente sem caminhão de som apenas com os instrumentos e a voz dos foliões. Animado. Mas eu me perdia com o olhar tentando reencontrar os caminhos do período colonial, do império e do início da República.
A rua cumpre seu papel, a praça é do povo como dizia o poeta, e aí vão alguns registros.
Parabéns aos 450 anos da cidade maravilhosa.








quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bienal, direitos civis, cidade e obra de arte



Caminhei durante quatro horas à deriva pela Bienal de artes no último sábado. Fazia alguns anos que não ia à Bienal de artes e fiquei com muito boa impressão na última que visitei. Uma obra me marcou na mostra visitada anteriormente, a de um artista chinês que fez um painel numa parede com aproximadamente quinze metros de comprimento, onde inúmeros quadros formando pares em que um quadro apresentava o desenho de uma pessoa que o artista desenhara o outro era um desenho sem muitas proporções, onde não havia dúvidas de que o artista pedira a seu modelo que o desenhasse. Os desenhos dos modelos eram mais rudimentares mas igualmente expressivos e bonitos como os do artista. Havia outro aspecto diferente da ultima Bienal, as telas apresentavam-se emolduradas e com um projeto claro de percurso a ser realizado pelo visitante.

O que vi de diferente nessa mostra foi a caminhada errante pelos espaços com os temas das lutas dos direitos civis, homossexualismo em diversos momentos da história da humanidade e nacionalidades diferentes, aborto, violência étnica, xenofobia, a guerra, a luta indígena, a violência nas mais variadas formas. E os jovens. Principalmente os jovens com seus anseios e a falta de perspectiva no mundo atual.

Vi vários filmes e áudios como expressão das tecnologias contemporâneas permeados por salas de pinturas e instalações cujos temas incluíam a educação, o meio ambiente e objetos tecnológicos ou de cunho artesanal. Os tecidos e batiks foram os desenhos mais bonitos que vi.


E dois vídeos em particular, um de um jovem rapper de Istambul dançando sobre as ruínas dos muros da época do Império Romano. Estive em Istambul em 1996 e conheci estas ruínas. Foi um dos passeios mais interessantes que já fiz. Sozinha, um pouco com medo, visitei a periferia urbana. Havia alguns conjuntos habitacionais de três ou quatro pavimentos e encontrei com alguns garotos que jogavam bola. Na Turquia pouco se fala inglês, mas esta era a língua possível de eu me comunicar, eu estava lá por causa da Conferência da ONU Habitat II.

Mas, não sei como comecei a conversar com os garotos e um deles me entendia um pouco e quando disse que era do Brasil eles se animaram, falamos de futebol e eles conheciam o Parreira que era técnico do time turco Fenerbahce e me contaram que eram da Romênia.

Eu sempre me surpreendi com a capacidade das crianças se comunicarem em outras línguas, principalmente os imigrantes. Tive uma experiência semelhante quando estudei alguns meses na Holanda e conversei com crianças marroquinas, que também entendiam um pouco do inglês.




Aqui também andei à deriva no texto como na Bienal, voltemos a ela então. O filme do  jovem rapper na verdade era um clipe com dança e cenas de violência policial e provavelmente a letra tratava disso pela agressividade na expressão do cantor e da exclusão social em que vivem os jovens no mundo capitalista e a paisagem de fundo era a cidade de Istambul cheia de suas contradições e suas mesquitas marcando a paisagem a partir da vista de suas ruínas. A cidade como obra de arte.




O outro filme interessante tinha o ritmo de uma peça teatral onde jovens atores russos questionavam sua existência e as respostas da sociedade sobre seus anseios. Os atores sentados num estúdio com uma pequena arquibancada faziam uma dança de expressões corporais e faciais enquanto um deles falava em uma das telas quase como que um depoimento. Eram três na sala. Numa delas um outro jovem olhava impávido, mudo ao expectador. Em uma das falas uma crítica ao governo de Putin. E lendo a notícia na internet de que o sistema público de educação e saúde da Rússia vai se privatizar começo a compreender algumas das falas. Todos os jovens homens e mulheres lindos e de variado tipo físico mostrando a composição multifacetada dos russos. Em um determinado momento do filme eles se referem à orelha da sociedade e solenemente dois deles entram na sala carregando uma enorme orelha de borracha. E concluem que a orelha da sociedade só os ouviria se eles falassem entre si. E assim começam alguns diálogos e uma movimentação corporal de diferentes formas e ritmos. Não assisti a todos os capítulos do filme, mas, confesso que fiquei curiosa sobre seu final e assistiria de novo para compreender todas as falas. Mas, tive que escolher e seguir meu percurso pela Bienal pois no dia seguinte se encerrava.


Algumas instalações pareciam ser de uma feira de ONGs, faixas com frases-denúncia e os comoventes depoimentos de mulheres que já fizeram aborto e lutam pela sua legalização.
Uma luta justa e que começa a ganhar o espaço da mídia infelizmente pela tragédia da morte de mulheres vítimas da pobreza que não podem pagar por aborto seguro.


Uma Bienal onde os processos de luta contra todos os tipos de violência no mundo foram a matéria prima de artistas de diferentes linguagens em que a decadência do capitalismo mostra-se no vazio da estrada sem rumo em que jovens vagueiam olhando para um muro.


Mais uma vez a obra de Niemayer participa da mostra com as surpresas que o edifício oferece a cada nova instalação.











sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Solidariedade e desenvolvimento

Impossível haver desenvolvimento sem solidariedade. Não é aceitável que alguém se ache melhor que outro porque estudou ou teve uma vida mais generosa devido a seus antecedentes.
Hoje conversei com uma pessoa que me ajuda, sobre o sentido que teve na nossa formação a privação na infância de alguns consumos e o rigor de princípios na divisão da comida entre irmãos realizada pela mãe. No uso de roupas usadas por irmãos mais novos pois os recursos não permitia a individualidade no consumo.
Concluímos que essa matriz nos deu garra para a vida, mas nos ensinou que se conquista aquilo pelo qual se luta, pelo caminho do esforço, do trabalho, e principalmente, que é possível viver com o essencial da vida. Nos ensinou a ver além da família, do núcleo da casa, e enxergar o mundo maior.
Nos ensinou a sermos solidários entre irmãos e com os vizinhos, os outros brasileiros.


Gostei de refletir sobre isso.

  https://publicacoes.amigosdanatureza.org.br/index.php/rlaac_sustentabilidade/article/download/2996/2850 .