quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mooca lugar de fazer casa e preservar a história da cidade - sobre as PPPs da habitação no centro


            A iniciativa de parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura para um programa de habitação na área central há muito tempo é esperada.
            Em 2002 defendemos a tese de doutorado na FAUUSP intitulada “Mooca: lugar de fazer casa” onde propúnhamos uma estratégia de renovação e revitalização dos bairros centrais, usando como exemplo o bairro da Mooca, onde se respeitasse os valores do patrimônio histórico do período industrial e de formação da classe operária em São Paulo que marcou o perfil  da metrópole no final do século XIX e início do século XX.
            O mote principal do trabalho era enfatizar que a habitação seria um elemento estruturador dessa revitalização e a preservação de alguns testemunhos construídos com novos usos deveriam ser vistos dentro de uma visão integrada e a necessidade de se buscar a identidade dos bairros enfatizado no termo “lugar” que adquire significado pela ação da sociedade local.
            Até o momento os cortiços e a população pobre moradora da área central preservou o patrimônio histórico de alguma forma.
            Problemas de infraestrutura e a degradação do Rio Tamanduateí também afastaram o interesse do mercado imobiliário pela região.
            Assim a história da cidade e de formação de seus bairros deveria ser inserida nos projetos de renovação urbanística.
            Nesse sentido consideramos que este programa que está sendo elaborado tendo como pilar o uso de PPPs deverá levar em conta a questão história.
            Para isso vários órgão de governo devem trabalhar de maneira integrada no formato de um “Comitê de Renovação Urbana” em que os diversos aspectos sejam valorizados.
            Na tese de doutorado propusemos a criação de um programa chamado a “Oficina do Jovem Historiador” cujo objetivo seria um programa de formação e treinamento de jovens sobre a história da cidade e restauro de bens tombados, com intuito de recuperar sua autoestima e sentimento de pertencimento à cidade e oferecer motivação para afastá-los da violência urbana.
            Essa região da cidade ao longo da antiga ferrovia Santos Jundiaí carrega o símbolo da criação da cidade industrial que possibilitou o desenvolvimento da metrópole paulistana.
            São vários distritos com aspectos da história da cidade que devem ser inseridos nos projetos pois do contrário São Paulo perderá um pedaço de sua história.
            Assim os projetos de habitação necessitam se sustentar num tripé que inclua a história e a infraestrutura local a  partir de uma visão integrada desde a sua concepção.
            Abaixo incluímos o link da tese Mooca: lugar de fazer casa.

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-17052013-110205/pt-br.php

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Estado forte e democracia para desenvolver São Paulo

Sobre o Arco do Futuro para São Paulo

Os projetos públicos de um modo geral necessitam de um estado forte, com equipes multidisciplinares com carreiras de estado que formulem junto com a sociedade e outros níveis de governo os projetos dessa envergadura, principalmente porque esses projetos são de longo prazo e a garantia de continuidade está vinculada à estrutura pública.

O diálogo com o setor privado deve existir após esta formulação.
Uma reflexão para os projetos futuros para São Paulo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A casa e a vida

Acho que já fiz milhares de desenhos sobre o espaço da casa, mas ainda estou cercada de confusão.
Procuro o meu lugar.
Gosto de um espaço legível, que se entenda numa única mirada.

Mas, se a vida anda confusa o espaço não se organiza.
Não se reescreve na lousa o que se apagou.
Não se reescreve uma estória vivida.
O passado é passado, o presente está aqui.
O futuro nem existe.

Um carro quase me atropelou num momento de tranquilidade na Rua do Catete num dia ensolarado.

No dia anterior vi a mesma cena num filme e a personagem morreu com uma mensagem de amor enviada pelo celular minutos antes para seu companheiro, quase que dizendo que uma linda estória de amor pode acabar num segundo.

As lembranças de sofrimento devem ser jogadas no velho baú de coisas inaproveitáveis.

Carnaval uma barreira bem vinda, mas a volta a São Paulo também anima

Até o carnaval parece que ficamos represados. Adoro o carnaval, na avenida das escolas de samba, na rua dos blocos, no sorriso fácil, é um momento em que a gente se diverte e esquece das outras coisas.
Esqueci muitas das coisas que andavam me aborrecendo. Agora é voltar ao trabalho e aos planos desse ano. É bom voltar a São Paulo, aqui tem algo do qual me orgulho a cidade funciona, as coisas dão certo mesmo diante das dificuldades. Esta cidade tem gente de todo lugar por isso o motor da cidade não se explica pela origem de seus habitantes, mas a mistura de tanta gente formou um caldeirão de força que imprime uma característica peculiar de movimento pelo crescimento, pelo  estudo, pelo conhecimento.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Carnaval na rua é invasão da cidade pela cidade

Carnaval de rua lá vou eu.

O Carnaval não precisa de nada, só de gente nas ruas, um bom samba, som de qualidade, banheiro público e lixeiras decentes. O resto a gente faz. Precisa só as pessoas respeitarem a cidade e o espaço público, não quebrar o mobiliário e jogar o lixo no lixo.