segunda-feira, 16 de abril de 2012

A descoberta do conhecimento

Como é bonito ver a espiral do conhecimento se instalando na vida de um jovem , me sinto privilegiada de observar esse acontecimento todos os dias, em casa e na escola, me sinto responsável por isso e o orgulho faz com que eu veja o mundo maior.

A política urbana, de habitação popular e infraestrutura para SP

http://www.vermelho.org.br/sp/noticia.php?id_noticia=180657&id_secao=39 



em 13-04-2012


A arquiteta e urbanista Rosana Helena Miranda, professora da FAU-USP diagnostica problemas e aponta possibilidades para melhorar a política urbana da cidade de São Paulo nos próximos quatro anos.


                 São Paulo é hoje tão forte como um país. Seu PIB de 389 bilhões de reais, (2009) segundo levantamento feito pela Associação do Comércio de São Paulo indica que São Paulo ficaria em 5° lugar, se comparada aos países da América Latina, atrás apenas do Brasil, Argentina, Venezuela e Colômbia.
                 Isso pode parecer apenas mais um dado estatístico, de tantos que estamos acostumados a ver diariamente nos telejornais. Mas, é no dia a dia da cidade que se observa a grandeza dessa informação. Tanto para o bem, como para o mal.
                 São milhões de pessoas circulando diariamente, são milhões de produtos circulando para abastecimento atacadista, doméstico, do comércio, da indústria e dos serviços urbanos. Milhares de obras que acontecem pela cidade toda, milhares de crianças que vão e voltam da escola, milhares de pessoas que buscam os serviços de saúde públicos e privados, da mais simples necessidade ao mais complexo atendimento hospitalar.
                  Na área tecnológica São Paulo quase se aproxima do Vale do Silício nos Estados Unidos em volumes de negócios, mas, infelizmente ainda não atingimos um bom patamar em termos de produção de tecnologia. Aqui estão instaladas as filiais das grandes empresas do setor como a Google, o Facebook, a Yahoo e a Microsoft. O setor emprega mais de 140.000 pessoas na região metropolitana de são Paulo que representam quase 34% dos empregos de carteira assinada do setor no país.
                 Há um número cada vez maior de jovens que circulam no Metrô saindo do trabalho para um curso superior noturno em busca de um saber maior e de uma melhora em suas condições de vida.
                 A manutenção dessa cidade envolve milhares de trabalhadores. Varredores de ruas, operacionais de obras de infraestrutura, de controladores de tráfego, de limpadores de córregos e bueiros, de eletricistas, de podadores de árvores, a contratação de empresas de limpeza urbana, de pedreiros, ajudantes, motoristas de equipes de manutenção e muitas outras funções. Todas elas necessárias, mas, insuficientes ainda para que o munícipe circule pelas ruas com qualidade de vida e segurança.
                 Mas, esta pujança da vida cotidiana é contraditória. Contrasta com a desigualdade social, com a violência urbana, com os congestionamentos desgastantes, com as enchentes do verão, com a destruição da memória da cidade, com a degradação ambiental dos rios, represas e vegetação. E finalmente, com a falta de opção de lazer e cultura para a população sem recursos para consumir o que a cidade oferece de melhor.
                 A cidade acolhe seus habitantes de outras partes do país, mas, ainda mantém uma forte segregação espacial relacionada à desigualdade de renda e oferta de trabalho. Convivemos ainda com favelas, com os cortiços e loteamentos irregulares sem infraestrutura. Os bairros da periferia possuem padrões de urbanização onde sequer é possível plantar uma árvore nas estreitas calçadas.
                A concentração da riqueza nas mãos das classes mais abastadas e da terra urbana nas mãos do mercado imobiliário limita a integração e convivência das diversas camadas sociais da população, reforçando a segregação e o ressentimento dos jovens sem perspectiva.
               Convivemos ainda com usuários de crack perambulando pelas ruas centrais sem perspectiva de cura ou reaproximação familiar. 
               São problemas de difícil solução, são problemas para serem enfrentados por diversas instâncias de governo, problemas a serem equacionados com visão interdisciplinar na instância municipal, estadual e federal e com o apoio de toda a sociedade. 
               São Paulo é uma locomotiva do país e por isso todos os governos são corresponsáveis na solução de seus problemas. É necessário ter visão de longo prazo e permanência de seus programas e ações, para evitar o custo alto do desperdício da descontinuidade e por isso uma boa estrutura pública de gestão municipal é fundamental para a cidade e para garantir aos munícipes que a cidade não vai parar pela mudança administrativa. 
               É preciso fortalecer a máquina pública com técnicos bem preparados e tratados com dignidade profissional e financeira. Sem servidor público não há política pública, sem uma rede eficiente de equipamentos públicos a população não será atendida nas suas necessidades básicas de saúde, educação, cultura, esportes e lazer.
               A democratização e descentralização da gestão administrativa são fatores estruturais para a execução das políticas públicas nessa cidade de 11 milhões de habitantes que habitam realidades territoriais diferentes e com graus diferentes de necessidades de investimentos em sua infraestrutura. E por isso a reestruturação das subprefeituras é fundamental para o domínio dos problemas e de suas soluções. 
               A cidade tem que se integrar em todas as direções e reduzir o desequilíbrio dos benefícios que ela oferece aos mais ricos em detrimentos dos mais pobres.
               O planejamento e organização do território podem significar uma recuperação das desigualdades sociais ainda existentes na periferia da cidade, nas favelas e nos cortiços dos bairros centrais. Mas, este planejamento deverá incorporar uma visão avançada de reocupação da cidade com qualidade de vida principalmente para as camadas populares. 
               Para isso a utilização de mecanismos de maior controle dos terrenos e imóveis ociosos nas regiões mais bem estruturadas da cidade poderá viabilizar a oferta de habitação com preços mais acessíveis para as classes populares. 
              O combate à especulação imobiliária e a requalificação da periferia urbana devem ser prioridade na nova gestão municipal com os instrumentos legais já existentes previstos no Estatuto da Cidade.
              Além disso, uma visão integrada dos problemas do território da cidade deverá ser incorporada na gestão municipal em seus programas, planos e projetos e o uso de alta tecnologia desenvolvida para obras das camadas mais ricas deverá ser colocada a favor dos setores populares.
              A cidade e seus espaços públicos deverão ser bem projetados, limpos, organizados, mantida com padrões dignos da sua população, que trabalha diariamente com grande contribuição para a riqueza do país.
             Assim, algumas necessidades básicas da população devem ser priorizadas na gestão dos recursos municipais com relação à política urbana:


1. Habitação de qualidade para a população de baixa renda em bairros equipados e estruturados com subsídios públicos quando necessário, com recursos federais, estaduais e municipais, equipar a periferia nos bairros, ocupações e favelas consolidados.
2. Reocupação dos bairros centrais aproveitando a infraestrutura instalada ao longo do eixo da ferrovia que serve do Ipiranga à Lapa, preservando o patrimônio histórico e oferecendo projetos de moradia popular e de empregos, inclusive industriais não poluentes.
3. Planejar e colaborar na ampliação da rede de metrô com acesso aos grandes equipamentos urbanos, universidades, parques, áreas de cultura e emprego, bem como aos aeroportos da cidade. Reorganizar o sistema de integração dos ônibus na cidade de forma a diminuir o tempo de transferência em terminais da periferia.
4. Desenvolver uma política de saneamento básico e proteção ao meio ambiente integrada ao desenvolvimento de tecnologias avançadas para coleta e reciclagem de resíduos sólidos e conclusão das obras de combate às enchentes. Proteger a população de forma preventiva em áreas de risco de enchente e desabamentos.
5. Democratizar a gestão urbana com o fortalecimento técnico das subprefeituras, das secretarias municipais e criação dos Conselhos de Representantes.
6. Efetivar a aplicação do IPTU progressivo, do relatório de impacto de vizinhança e dos planos de bairros como forma de combater a especulação imobiliária e respeitar os direitos da população na preservação da sua qualidade de vida.
7. Valorizar e ocupar com qualidade ambiental e atividades culturais e de lazer, todos os espaços públicos da cidade, com iluminação adequada, bancos nas praças, limpeza, acessibilidade nos calçamentos e vegetação adequada, para atrair a população para usar as ruas novamente contribuindo com a redução da violência urbana.8. Fortalecer as ações integradas e os projetos urbanos voltados para a realização dos grandes eventos esportivos a se realizarem no Brasil, Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, que provocarão grande interesse de investimentos internacionais e fomento ao turismo, bem como o fortalecimento de políticas esportivas para a juventude brasileira e paulistana.


Rosana Helena Miranda, Arquiteta e Urbanista - Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP 

sábado, 14 de abril de 2012

As Neves de kilimanjaro e o socialismo

Filme de hoje - 
As Neves de kilimanjaro. O socialismo de carne e osso, belo filme baseado no poema "Os Pobres" de Victor Hugo. França em crise atual operários socialistas. Uma visão da vida concreta onde os valores são existentes pela prática e o amor de um casal socialista construído sobre a confiança. Saí do cinema leve com a convicção de que é possível a lealdade e igualdade entre homens e mulheres.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O filme de hoje 
A Dançarina e o Ladrão - o amor possível que não se realiza é como a Avellaneda de "A trégua" de Mário Benedetti.
Duas mulheres hoje com sua competência, humanidade, generosidade e delicadeza me resgataram um pouco de paz e consegui pensar no futuro com um olhar tranquilo. Há que se enxergar e ouvir com sinceridade as pessoas no exercer de seu ofício. Não há homens e mulheres em abstrato. Homens e mulheres tem história, nome e sentimentos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Músicas de hoje 


Dont´Worry, Be happy - Mc Ferrin
Hey Jude - Beatles


Há que se comentar o filme sobre Jung e Freud -  Tratamento Perigoso