sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Movimento

Descobri o prazer de me movimentar na água e no sol. Duas grandes paixões.
A retomada constante de cuidar da saúde é um desafio para que eu possa usufruir do que a vida me oferece.
Vou devagar agora, desacelerando, mas, criando raízes, buscando as profundezas do conhecer.Aprofundando como se cava um buraco no solo e se sente a humidade, o vai e vem das formigas e o mundo da fantasia que meu pai contava em seu livro-memória, "Porangaba e meus Parceiros".
Recusar o disperso não significa abandonar o solidário.
Significa dar consistência para o conhecimento da vida, dos homens , das cidades, das estórias e da história. Dar um passo a diante.
Agora distante dele vejo que meu pai não fazia muitas coisas, era um caipira capaz de passar horas observando a fumaça de seu cigarro, as vezes cigarro de palha, que ele tinha orgulho de exibir como hábito não perdido na cidade grande, e curtindo os pássaros no seu quintal. Me lembra o quadro de Almeida Júnior, "O Caipira picando fumo" da Pinacoteca.
Mas era um homem profundo e realizou seu sonho de publicar um livro, deixar seu legado. Massageava o pezinho  de cada neto que nascia como um remédio para acalmar as crianças.

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