quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A vida que muda

Ando por um mundo de transição. O contato concreto, direto com as pessoas anda difícil e escasso.
Queria que a vida se alongasse na conversa com meus filhos e com mais e mais jovens.
Queria um monte de coisas.
Ontem me encantei com fotos de uma cidade se formando, sua história e paisagem.
O Rio de Janeiro.
Minha segunda cidade que me fustiga e apaixona.
O mundo me interessa, sigo o canto da sereia, vejo a Lua e as Três Marias, coisa que aprendi a ver olhando o céu com meu pai.
Cheiro a noite antes de dormir, esse ritual me traz a vida que vem de fora como um caixeiro viajante. Os rituais herdei da minha mãe na hora de dormir que observava tudo antes de fechar a casa.
Tenho orgulho deles, me deixaram coisas concretas da vida, como um saber, para pisar o chão desconhecido.
Busco isso nessa vida em transição.

sábado, 26 de outubro de 2013

Pensando a vida, a escola, a cidade e as lutas

Ando pensando o que poderemos fazer para radicalizar na situação da escola no Brasil.
Aqui falo da escola básica da criança bebê até o jovem adulto adolescente no fim do colegial, ou ensino médio como se chama hoje. Na Universidade ando fazendo aquilo que acredito, olho no olho com o aluno, de 1000 alunos que tive contato nesses quase cinco anos de trabalho, muito poucos não compreenderam esse processo, talvez não tivessem o traquejo social que a convivência em grupo exige. A escola exige olho no olho e conteúdo.
Muito se falou do espaço, da sala de aula lotada, dos professores e todos parecem ter uma fórmula mágica. Ontem vi uma chamada na TV de um programa dizendo que crianças aprendem melhor ao ar livre.
Então as escolas que subiram suas janelas para que as crianças não olhassem o exterior talvez estivessem totalmente erradas.
Acredito no professor, na sua capacidade de sedução sem autoritarismos.
Acredito no professor que passa aos alunos o respeito a eles nas pequenas atitudes como se eles pudessem ajudar a decidir como conduzir o aprendizado.
Não tenho formação em pedagogia, mas tenho formação em serviço público, onde se aprende o tempo todo a trabalhar em equipe.
Não há saída se não for assim.
É um ciclo que começa nas mãos de um e termina nas mãos de outro.
Talvez aí esteja o segredo da escola e da cidade, integrar as ações.
Não através de discursos, mas, com compartilhamento de decisões com os professores, os alunos, os gestores e os pais.
Compartilhar hoje virou uma palavra meio vazia devido ao seu uso nas redes sociais como se houvesse uma ação humana de olho no olho.
Nesse caso só serve para levar a informação e não a transforma.
Penso no Celso Furtado que dizia que o maior entrave ao desenvolvimento era a concentração de renda. Acho que seu pensamento ainda é atual.
Pergunto, os pais, os alunos, as ONGs, os gestores, estariam dispostos a acompanhar os professores da rede pública na sua luta pela escola e por salários dignos?
Não acredito na arquitetura escolar sem o diálogo com o professor. A escola sobrevive sem arquitetura, mas não sobrevive sem o professor.
A sombra de uma árvore às vezes pode ser uma bela sala de aula.
Ando pensando.....

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Cinema sempre com o Robert de Niro - Malavita

A Família - sessão sexta à noite

Não sabia nada sobre o conteúdo do filme, uma amiga me recomendou e disse que era com o Robert de Niro, era a senha para eu me interessar. Adoro sua atuação, brinco que seria o único homem mais velho que eu, com o qual me casaria.  Um policial de ritmo instigante, os atores jovens são ótimos e me pareceu uma grande homenagem a outros filmes com o tema da máfia. Além de tudo divertido.

Las Acacias - sessão domingo à noite

Filme bonito, mas um pouco lento para o meu ritmo, uma estória humana bem realista, de transformação de um homem solitário diante da meiguice de uma mulher. Argentino.