sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uma pausa na vida urbana

Parei por cinco dias.
São Paulo ficou distante e pude ver o céu todo estrelado no meio do mato.
Pude ouvir o barulho da água de um pequeno riacho.
Tomar sol e sentir um calor morno e suave.
Pude viver sem TV, sem computador, sem celular, sem trabalhar.
Dormir sem barulho interno. Esvaziar a mente.
Queria poder fazer isso sempre.
O mato me lembrou meu pai e seu prazer em olhar o céu, os pássaros e e as árvores.
Ele sempre estava presente no seu momento. Acho que foi feliz.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Luiz Gonzaga - um dos reis brasileiros, o do baião


Vi o filme do Luiz Gonzaga no domingo. Fui à sessão das 20:30, horário que todo mundo em São Paulo começa a encerrar seu domingo para enfrentar mais uma semana de trabalho.

Normalmente não gosto muito de filmes biográficos pois às vezes são descrições enfadonhas de fatos que já conhecemos e não há a surpresa da ficção.


Mas, este me surpreendeu. Gostei de tudo, atores, fotografia, um retrato do Brasil dos preconceitos e da alegria nos rincões mais distantes do sertão nordestino apesar da dura vida do sertanejo.

Me comoveu muito a relação de pai e filho, sabia superficialmente dos conflitos mas a reconstrução dos laços rompidos de maneira tão bonita e a constatação de que as circunstâncias definem muitas das nossas atitudes, me fez refletir sobre minha vida e meus afetos, por onde andaram e como eles se modificaram.

"O homem é o homem e a sua circunstância" como disse o filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955).

Isso explica muito da vida, pena que no desenrolar dos fatos não enxergamos as circunstâncias como algo importante para as escolhas na vida.

Quando o filme acabou eu não conseguia sair do lugar, primeiro pela música, mas parecia que a estória ainda estava ali e olhei para os lados e vi que ninguém se levantava para ir embora mesmo já sendo o fim do domingo. 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Duas alegrias neste ano de 2012

            O Corinthians ganhou a Libertadores e o Haddad e a Nádia venceram as eleições na cidade de São Paulo.
            São dois projetos populares, mas o Corinthians venceu porque apostou no trabalho coletivo. Assim espero que se dê a continuidade da vitória na política.
            Não há outra saída, nem espaço para exclusivismos, há que se unir esforços dos melhores para servirem às necessidades impostas pela realidade de São Paulo.