segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Música de hoje


Alguém que transforma o erudito em popular, que arranjo!! O violino é demais. A música Cajuína de Caetano Veloso no álbum "Eu não peço desculpa" também tem um arranjo que dá vontade de ouvir repetidas vezes. Eu não me canso de ouvir.


"Todo Errado" do álbum Eu não peço desculpa
Jorge Mautner

Eu não peço desculpa
e nem peço perdão
Não, não é minha culpa
Essa minha obsessão
Já não agüento mais
Ver o meu coração
Como um vermelho balão
Rolando e sangrando
Chutado pelo chão

Psicótico, neurótico, todo errado
Só porque eu quero alguém
Que fique vinte e quatro horas do meu lado
No meu coração eternamente colado
No meu coração eternamente colado

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mosteiro de São Bento no RJ

Uma visita à mais importante expressão do barroco no Rio de Janeiro, o Mosteiro de São Bento.
Simples por fora e suntuoso por dentro, quase impacto ao adentrar na nave da igreja. Vista privilegiada da baía de Guanabara, fica no alto do novo porto do Rio que começa a ser renovado.





O descobrimento, Mário de Andrade no disco de Bethânea

poema "o descobrimento" trecho, de Mário de Andrade,
lido por Ferreira Gullar no disco de Bethânea

abancado à escrivaninha
em são paulo
na minha casa da rua
lopes chaves
de supetão senti um
friúme por dentro
fiquei trêmulo, muito
comovido
com o livro palerma
olhando pra mim
não vê que me lembrei que lá
no norte, meu deus!
muito longe de mim
na escuridão ativa da noite que
caiu
um homem pálido magro de
cabelo escorrendo nos olhos,
depois de fazer uma pele com a
borracha do dia,
faz pouco se deitou, está dormindo.

esse homem é brasileiro que
nem eu.

"Felicidade se acha é em horinhas de descuido" - João Guimarães Rosa (Barra da Vaca) tutaméia

Música do dia, Maria Bethânia, "Brasileirinho", 

Cigarro de paia
Armando Cavalcanti, Klecius Caldas

meu cigarro de paia
meu cavalo ligeiro
minha rede de malha
meu cachorro trigueiro

quando a manhã vem clareando
deixo a rede a balançar
no meu cavalo vou montando
deixo o cão pra vigiar
cendo um cigarro vez em quando
pra me esquecer de me alembrar
que só me falta uma bonita
morena
pra mais nada me faltar



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Filmes da semana

Além da liberdade - o extremo de uma luta que perde de vivenciar momentos cruciais dos laços afetivos mais caros, será que isto é justo?

A beira do caminho - Brasil da solidão com a música de Roberto Carlos, João Miguel como sempre ator que transmite a verdade do personagem, o garoto é surpreendente.

Rio de Janeiro uma deriva pelo centro , julho de 2012

Estive no Rio entre o dia 21 e 30 de julho, fiquei na Tijuca como sempre, na casa de Álvaro e Liliam que sempre me recebem muito bem. Já convivo no bairro com certa intimidade. Gosto das ruas arborizadas que tem até macaquinhos pulando entre as árvores. Ando até o metrô Saens Peña e de lá me desloco para o centro para as praias e para os museus.

Havia realizado um roteiro em fevereiro e como sempre ficou uma lista pendente de visitas. Voltei agora com o objetivo de retomar e concluí-las.

Mais uma vez ficaram pendências. Uma cidade não se esgota. Principalmente quando ela foi a Capital do Império e da República até pouco tempo atrás. Gosto do Rio como se fosse também a minha casa. Nos faz falta olhar para o céu e ver uma montanha logo ali, uma floresta subindo o Alto da Boa Vista. Por onde se anda há uma relação com a paisagem, geográfica ou histórica ou as duas ao mesmo tempo.





Dessa vez me perdi pelo centro no entorno da Praça XV, no Paço Imperial, fui ver a praça de dia, andar fotografar. Descobri o Arco do Teles e as ruas guardadas por ele. Conheci a Rua do Ouvidor sob outro ângulo. Já a conhecia do lado de lá da Avenida 1o de março. Descobri porque desse nome, foi o dia em que o Brasil ganhou a Guerra do Paraguai.

Andava intrigada por conhecer a velha Catedral da Sé, pois, só sabia da nova que causara grande polêmica na época de sua construção. Infelizmente ela estava fechada e só pude vê-la por fora mas conheci um beco com o nome do Beco dos Barbeiros, nome muito peculiar. A história cotidiana de diversas épocas está registrada nestes pequenos detalhes.

Fui ao Palácio Tiradentes e entrei nele pela primeira vez. Me dei conta que ali aconteceu a Constituinte de 1946, de que ali ficou preso Tiradentes. Não é somente o atual edifício da Assembléia Legislativa do Rio, vi o plenário principal e lembrei da cena do filme Tropa de Elite.

Descobri o chamado  Cais Farô que na verdade era um chafariz do mestre Valentim, onde o mar chegava perto. Cada vez mais me convenço da necessidade da derrubada do viaduto em frente à Praça XV.

A baía vai se descortinar e os edifícios de vários momentos da história do Brasil poderão ser vistos com o enquadramento que eles merecem, como o Museu Histórico Nacional, cujo acervo é como se estivéssemos vendo a matriz daquilo que somos feito e da configuração da nossa nacionalidade. Esta é uma das escalas do projeto como diz o Professor Cláudio Gomes. Não necessariamente dimensional mas, do lugar, de sua gente, de sua cultura. Há muito que dizer ainda mas, voltarei para este texto mais tarde.

Na Rua do Ouvidor conheci uma preciosidade do Rio uma livraria chamada Folha Seca especializada nas coisas do Rio, a Rua se transforma quando a noite cai tomada pelas mesas dos bares e é um prazer conversar ao ar livre no meio da rua próximo à livraria. Aos sábados a música completa este quadro e invade o lugar com samba e chorinhos como se o Brasil inteiro coubesse ali. Não fui no sábado mas certamente voltarei, uma cidade não se esgota.