quinta-feira, 31 de maio de 2012

DOIS FILMES QUE TRATAM DOS LIMITES


PINA BAUCH
Fui ver este filme para não pensar e só ver beleza. Impossível. O corpo, os sonhos e alma se confundem. Hoje me conscientizei que meu corpo não comporta o que sei e o que quero fazer. Cada bailarino desse filme me mostrou o conteúdo e o continente, como dizia meu amigo Manuel sobre as palavras do arquiteto Joaquim Guedes, a cidade tem que conter aquilo que cabe nela. Só há um corpo em cada um, e neste corpo só cabe um.


HABEMUS PAPAM

Vi neste filme que devemos respeitar nossos limites e as escolhas sempre envolvem perdas e ganhos, são riscos conhecidos. 
Utopia


Música de hoje, Renato Russo "é preciso amar".
"Morrer deve ser tão frio quanto na hora do parto" - Gilberto Gil.
Nascemos e morremos só. Faço esta constatação sem pessimismo mas com a convicção de que só "si" pode cuidar de "si" e por isso o outro se coloca ao lado, não acima e nem abaixo. Homens e mulheres devem ser iguais no caminhar pela vida, lado a lado, do mesmo tamanho, iguais e diferentes. Normalidade é a solidariedade, é estar junto na prática, só assim os valores são reais. Me chamam de utopista, assim quero ser, para fomentar o futuro nas relações humanas. Assim quero agir para ver o sorriso no rosto dos jovens.


Citando o Aurélio:
"utopista

[De utopia + -ista.]
Adjetivo de dois gêneros.
1.V. utópico.
2.Que concebe ou defende utopias.
Substantivo de dois gêneros.
3.Pessoa que concebe ou defende utopias:
“Quem nos dissesse no século XVI que o obscuro e desprezível judeu, pai de Espinosa, ao emigrar de Lisboa nos arrebatava uma riqueza comparável à dos imensos territórios do país brasileiro, teria o ar de um utopista em delírio.” (Ramalho Ortigão, A Holanda, p. 140.)."
“Quem nos dissesse no século XVI que o obscuro e desprezível judeu, pai de Espinosa, ao emigrar de Lisboa nos arrebatava uma riqueza comparável à dos imensos territórios do país brasileiro, teria o ar de um utopista em delírio.” (Ramalho Ortigão, A Holanda, p. 140.)."