segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cidade e estudantes - um rito de passagem

Uma pressão sobre a juventude, a hora do vestibular.
Impossível não sofrer com eles. Há muita esperança em jogo, e a auto estima de se tornar adulto e um ser ativo socialmente parece que está ligada a esta passagem. A cidade parada na porta dos colégios e faculdades por um trânsito especial fora da rotina do domingo. Queria poder dizer aos jovens, não tenham pressa. A vida já é muito apressada. A cidade também. Mas, os que dependem de um passo adiante para ajudar a família têm pressa e com razão. É preciso devolver à juventude todo o tempo do mundo, tempo de aprender, de estudar, de conversar na madrugada, de namorar, de ver as estrelas, de ver o nascer do sol, de gargalhar sem a pressão do trabalho. Há um tempo certo para o trabalho. Talvez um dia não precisemos mais do vestibular. Nos meus dezessete anos não havia outro caminho.

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